sábado, 26 de abril de 2014

Valeu a pena... e de que maneira

Quarenta anos depois do histórico dia 25 de abril de 1974, ainda há quem se questione se valeu a pena a Revoluão dos Cravos. Ora apesar de o País estar a passar por uma enorme crise, crise essa provocada pelos senhores do poder económico(...), sim, que valeu a pena. Vejamos por exemplo: em 1960, cerca de 40% dos portugueses não sabiam ler nem escrever e em 1970 essa percentagem era ainda de 33%. Nesse mesmo ano, 50% das casas não tinham água canalizada e mais de dois terços não possuíam instalações de duche ou banho e quase 40% não tinham instalações sanitárias e mais de um terço não tinham electricidade. Já em 1974, em cada mil crianças portuguesas reçém-nasçidas, morriam 57 nos primeiros anos de vida (hoje morrem três em cada mil) . E sobre toda esta miséria pairavam a polícia política (PIDE), informadores (bufos) e a Guerra Colonial. Enfim, um tempo sujo e triste. Pergunto: quem é que hoje gostaria de viver num país assim?
(Texto de arlindo Costa, publicado no DN a 24 de Abril de 2014.)

6 comentários:

  1. Com todas as péssimas escolhas dos governantes na condução deste País valeu a pena. Temos a Liberdade de os mandar à fava

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  2. Como? Se eles é que se escolhem a si mesmos, e nós, só podemos "encomendar" o que vem na lista, que obedece, na sua formulação e tempero, a princípios determinados, antecipadamente, para manter o sistema que garante benesses a uns (aos próprios políticos e amigos), e a outros, nós, que estamos honestamente fora, só nos calha ser espoliados e oprimidos. A Clotilde é bem intencionada e ainda acredita que com esta organização de xico-espertismo, que, no fim, muitos aproveitam, é possível mudar. Não sei se tenho razão, oxalá não tenha, mas ou um descrente em permanente alerta. Um abraço lusitano.

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    1. Claro que é possível mudar, para isso basta que aqueles que ao longo dos últimos 38 anos têm votado ora na rosa (PS), ora na laranja (PSD) tenham a coragem de se despirem de preconçeitos e em tempos de eleições votem noutras forças políticas. E se tiveram a coragem de o fazer, só depois dessa possível alternativa ´e que poderemos ou não dizer se são todos iguais, como agora se ouve. Porque é assim : A quem estavam ligados ou ainda estão nalguns casos, os protagonistas dos escândalos BPN,BCP, das Viagens fantasmas de 23 deputados, do caso dos submarinos, do Freeport, o Duarte Lima,Etc, etc... Então, e são todos os políticos iguais? como muito boa gente gosta de dizer? Isso visa o quê? Para dizer que não vale a pena lutar pela decência, pela verdade e honestidade? E isto não é só uma questão de boas intenções, é sim uma questão de inteligêcia e honestidade intelectual e de justiça, reconheçer que afinal os políticos não são todos iguais, aliás como nós As prisões estão cheias de gente que matou ou roubou, mas isso não nos dá o direito de dizer-mos que somos todos cidadãos assassinos ou ladrões. Receba um abraço deste "velho" que ainda comete o crime de sonhar com um Portugal mais decente. Arlindo.

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  3. Temos tido o voto mas o problema é que quando lá chegam ou colocam a cruzinha nas listas onde eles se escolhem ou não vão lá ou deixamos em branco. Eu não sou bem intencionada: eu vou lá colocar a cruzinha no sitio onde um grande número de cruzinhas podem mudar alguma coisa. Também não escolho os sub-partidos que estão na moda de se criarem para o seu trono.
    Vamos continuar.

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  4. Eu sou sempre bem intencionado e tomo as minhas decisões em função disso. Contudo, começo a estar farto de contribuir para a manutenção de regras falseadas à partida. A democracia tem de funcionar em favor do povo e não dos grupos que se aproveitam do poder para viver à custa deste, ainda que haja um simulacro de democracia. As regras estão falsificadas, logo a partir da organização das listas, pois os seus elementos só indirectamente representam o povo, pois nós votamos em partidos e não em pessoas, às quais devíamos pedir contas e deixar de votar nelas se não nos representassem condignamente. A que deputado nos dirigimos para tratar de um problema que interesse ao país e ao círculo eleitoral. Nós não votamos em pessoas, votamos em símbolos e isso despersonaliza a relação eleitor/eleito.

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  5. Claro que valeu a pena, pois, agora, eu não estava convosco nesta 'cavaqueira', apesar dos cavacos que há para queimar em lume brando.

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