sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A Europa só acorda quando for tarde. (“i” 18.09.2014)


A Europa só acorda quando for tarde. (“i” 18.09.2014)

Esta atitude, assumida como princípio de conduta da Europa do século XXI, de assobiar para o lado, nunca se debruçando sobre os verdadeiros problemas que nos afligem, não só é confrangedora como vai dar muito mau resultado. Em vez de se criarem condições para uma verdadeira União Europeia, está-se todo o tempo a falar mal um dos outros. O Norte do Sul, este daquele, uns que querem ser independentes mas ficando dentro, outros que não sabem o que querem, mas inventam temas para estarem sempre a ser falados.

 A comunicação social alimenta este estado de coisas, para ter sempre muito que noticiar. Aparecem, em todos os países sem excepção, uns populistas que têm uma grande auto-estima e vontade de aparecer e dando ar de desprendidos de tudo, são notícia durante uns tempos. Nada mais que isso.

A burocracia em Bruxelas auto-alimenta-se para nada fazer de útil, e cresce por dentro dando lugares a uma série de gente, que quanto mais tudo complicar, melhor. E entretanto ninguém trata à séria da economia, do desemprego, do crescimento, dado que se o fizer salta fora por não estar alimentar o monstro auto-destrutivo.

Entretanto, temos guerras aqui ao lado, nomeadamente na Ucrânia, que não se sabe sequer qual é de facto a posição europeia, dado que tem muita pena de tudo, mas não quer deixar de fazer negócios com a Rússia, e esqueceu-se de arranjar um fornecedor alternativo de gás, e está a chegar o Outono e depois o Inverno.

E no meio desta trapalhada toda, os jihadistas europeus na Síria são cada vez mais, e o perigo do seu retorno é uma realidade, mas fala-se nisto como se fosse algo que não pode acontecer, “cá dentro”.

E entretanto a Europa fica pendurada nos EUA, que ainda vão ajudando dado ainda terem muita força militar, e não terem desistido de vez da Europa, para já.

Desgraçadamente esta Europa não vai agir, não vai unir-se, vai continuar a falar muito sem dizer nada, e quando começar a ter jihadistas ocidentais a rebentar tudo “cá” por dentro, numa altura em que já a Europa deixou de ter credibilidade no Mundo, vai entender que acordou tarde. Mas, é ao que chegamos, uma Europa a passar à auto-anulação.

Augusto Küttner

 

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