quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

DESABAFO

Ah, como eu gosto daquelas pessoas que nunca se enganam e raramente têm duvidas.
Gosto da sua garra, da forma subtil ( ou não ) como chamam débeis e fracos de espírito a todos os que como eu, assumo, têm inúmeras dúvidas da mais variada espécie e também , volto a assumir ( “mea culpa” ), se enganam mais vezes do que desejariam.
Eu, Graça Maria, simples mortal tenho estes e outros defeitos defeitos que fazem parte da condição humana, não pertenço a esta "exquisite" classe de iluminados que, com o seu Ego do tamanho do mundo e a sua Auto-Estima maior que o Universo, se alimentam da tentativa ( na maior parte das vezes frustrada, mas eles nem se apercebem... ) de humilhar os simplesmente humanos.
Pessoalmente não estou nada preocupada com essa minha falha de comunicação directa com a perfeição.
Eu gosto das minhas imperfeições...gosto mesmo, porque elas são a oportunidade de crescer, de me superar, de viver a emoção de acertar depois de ter errado, uma ou tantas vezes.
A dúvida ( metódica ou não ) e o erro, não são uma excentricidade nem uma condição menor de viver...antes pelo contrário na minha modesta opinião.
São características essenciais a quem se questiona a si mesma e ao mundo que a rodeia; são alicerces para o edifício em construção de que somos feitos.
Por tudo isto, tenho até alguma pena dos que nunca se enganam e raramente têm duvidas, porque do alto da sua sapiência, perdem tanto do sal, da pimenta e do cimento de que é feita a Vida real.
Enfim...minudências de quem sente...eu sei...mas não me importo de ser assim.
Enfim…Quem me manda pensar?

Graça

6 comentários:

  1. Não percamos a nossa humanidade, solidariedade, compaixão, sensibilidade, etc., etc.
    Não é fácil aceitarmos a nossa condição de repetentes no erro. É difícil aceitar que erramos, que não somos perfeitos e, pior, que não alcançamos o que queremos ser...Quem me dera ser a professora perfeita...

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    1. pois eu não gostava nada de ser perfeita...que tédio não termos que nos questionar e sobretudo não termos margem de crescimento enquanto seres humanos.
      O erro faz parte da condição humana - as crianças começam a andar , por tentativa e erro: a falar, a mesma coisa e a estruturar as suas personalidades, então ainda mais.
      Assim sendo, cara Céu, tenho pena mas não concordo nada consigo - ser a professora perfeita , não é mesmo para mim ehehehe.
      Uma tarde feliz

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  2. A personagem que vai ficar mais célebre por proferir a frase "não tenho dúvidas e raramente me engano", que por qualquer outra espécie de coisa destacável, é um produto da sociedade hipócrita em que nadamos. E nesta sociedade, onde entre diversos pilares que a sustentam, está também o Tribunal Constitucional (TC), onde pode haver dúvidas sobre determinadas decisões mas nunca se engana. Como é possível, após ter sido eleito um novo Presidente da República, quando este já não tem poder, vir dar conhecimento que o actual, e outros cidadãos, foram autuados, por erros nas contas das candidaturas, sendo, nalguns casos, em quantias ridículas, como a do candidato eleito cujo multa é de 700 euros? Se calhar temos também o TC que merecemos.

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    1. Pois, se calhar temos caro Joaquim.
      O "tuga" é grosso modo uma eminência parda a dizer mal, mas quando toca a ter que dar a cara e agir e correr riscos, outros que se cheguem à frente.

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  3. Bem... se calhar «professora perfeita» não era bem o que eu queria dizer. Mas gostava de ser melhor. Pelo menos tenho tentado.

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    1. isso acho que tentamos todos, desde que tenhamos sanidade mental e bom senso, por isso não tenho duvida que a Céu o fará.
      Agora, perfeição...esqueça isso, não existe ...
      beijinho

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