domingo, 21 de fevereiro de 2016

Morreu a Rosa com Nome



Morreu um Pensador. Morreu na noite em que muitos de nós, anónimos banais, fazem a mala para partir para irrelevantes fins-de-semana. O escritor e filósofo, figura humana de superior estatura e de relevo traço, só poderia ter nascido em Alexandria. Não na Alexandria dos faraós, mas aquela que tem raízes no Norte de Itália, lá onde as flores ganham mais cor. Mas bem que ele, merecia ter sido dado à luz e ter sido tratado como um Imperador do Egipto. Sê-lo-à. Umberto Eco, já tinha deixado também a sua mala de viagem feita, mas para seguir de vez para a sua “Ilha do Dia Anterior”, logo que a sua formosa Rosa murchasse ou deixasse de irradiar o “eco” implacável e perfurante, que atravessou Continentes doentes e habitados tanto pelo bem e pelo mal, e por Desertos de moralidade. Morreu um Filósofo, como ele se considerava acima de tudo, e agora todas as suas teorias vão passar para além do “Número Zero”, e vão servir de cartilha a todos os homens de boa-vontade. Num “Cemitério de Praga” ou de Itália com certeza, ele irá repousar e continuar a reflectir, junto de outras almas históricas e elevadas nas artes. O que é certo, é que não mais escreverá mais “romances aos fins-de-semana”, como ele disse um dia que era quando gostava de os criar, pétala a pétala. Que repouse junto à chama da Paz na companhia da sua estimada e “Misteriosa Rainha”, como ele soube ser, Rei – ainda!

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