quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

NEM UM OBRIGADO



Dispensávamos pensões vitalícias

Sr Presidente da República, para a sua saída…

Dispensávamos pensões vitalícias, todavia, 41 anos após a denominada Revolução dos Cravos de Abril de 74, em que tanta gente trabalhou dia e noite nos portos aeroportos, e outros locais, bastas vezes arriscando a própria vida para ajudar os portugueses – retornados uns, fugitivos outros, nascidos em terras de aquém além-mar portadores de BI português sem medir cor credo ou opção partidária – para que todos salvassem além da vida os parcos bens que eventualmente poderiam transportar em porões de barcos e aviões, e sou testemunha viva, nalguns casos, verdadeiras peças de obra, tais como vassouras piaçaba, penicos papel higiénico e muitos mais e variados artigos de igual serventia
Não pretendendo comendas ou condecorações depositadas nas mãos cruzadas sobre o peito;_ apreciaria contudo (falo só por mim) uma palavra de apreço pelo esforço despendido, e apenas dada através de um agradecimento público feito por quem detentor do mais alto cargo da nação, que mais não é que o de sua excelência o presidente da República de Portugal
Não o fizeram antes não o fez o agora em fim de mandato, e tal não constituiu impedimento para oferecer a todos os que desde esse glorioso dia ocuparam a cadeira em Belém algo que me sobrou desse tempo de colonial…esta vontade de escrever a história em verso.

Loucura será o meu pensamento (só até ver)
resultado de esperar há tanto tempo por justiça,
apreciando, e mesmo sem comendas ou flores,
o Obrigado que faltou, colocada em risco a vida
durante meses, numa exemplar Ponte Aérea
só para embarcar bens de portugueses a valer.

Adolfo Castelbranco d'Oliveira

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