quarta-feira, 2 de março de 2016

Eutanásia

Jogar com as palavras é uma coisa que os jornalistas aprendem… e os políticos também…
Vem a propósito da escandaleira do que foi uma afirmação/constatação referida aos microfones da Rádio Renascença (com quem ela se foi meter!) feita pela Bastonária da Ordem dos Enfermeiros sobre a prática da eutanásia nos hospitais.
Depois de passar por um qualquer hospital neste lindo país que é o nosso, onde ocorremos por conta de uma gripe e de onde saímos (se sairmos!), com uma bactéria que só estava lá à nossa espera; depois de observar o que se passa nesses corredores de morte, onde as pessoas são ignoradas horas a fio, até algum familiar começar a partir tudo; onde o médico, que oficialmente está na urgência, se encontra no seu confortável consultório com a total disponibilidade e simpatia, porque os doentes pagam e não é tão pouco; depois de analisarmos quantos casos de negligência médica são levados a tribunal quantos são julgados, quantos são condenados; depois de tudo isso podemos em verdade confirmar que isso é de todo impossível (!).
Erros existem em todas as profissões, mas tal como acontece em algumas empresas no que se refere à política de segurança em que o objectivo é zero acidentes, nos hospitais, ainda mais se justifica trabalhar para atingir o objectivo de zero erro médico.
Ninguém mata por que lhe apetece, mas a negligência grosseira que se observa todos os dias, por falta de pessoal, por falta de meios, por cortes na saúde, etc, é uma forma de eutanásia e mais grave porque que o doente a não pediu e que juridicamente tem outro nome que nem me atrevo a pronunciar, não vá eu também levar com um processo…


1 comentário:

  1. existem erros grosseiros muitíssimos piores em relação ao piedoso acto chamado Eutanásia.

    ResponderEliminar

Caro(a) leitor(a), o seu comentário é sempre muito bem-vindo, desde que o faça sem recorrer a insultos e/ou a ameaças a quem quer que seja. Não serão considerados os comentários anónimos. Obrigado.