quarta-feira, 9 de março de 2016

JESUS E A REVOLUÇÃO

É a suprema questão do poder-dominação que se coloca, segundo Manuel Reis: serão sempre os fortes que acabarão por vencer, por conquistar, por assimilar e integrar os fracos? Serão sempre os ricos e poderosos que acabarão por aniquilar ou integrar os enfraquecidos como ocorre no campo da biosfera, com a darwiniana "struggle for life", isto é, a luta pela sobrevivência? Ou seja, vingam os mais aptos e os que melhor sabem adaptar-se. Jesus, Bakunine e Che Guevara não pensavam assim. Para Jesus, a Paz justa e verdadeira era o objectivo e ele sabia muito bem que uma tal Paz só pode ser obra da Justiça e que a Justiça só é justa e fecunda quando leva a marca básica e suprema do Amor. Sim, o amor universal ultrapassa todas as fronteiras. Daí que Jesus tenha dado a vida pela Humanidade, tal como Sócrates, Bakunine ou Che Guevara. Mas Jesus também disse: "eu não vim trazer a paz, mas a espada". Estes vendilhões do templo, estes moedeiros merecem uma lição. Não podemos dar-lhes a outra face. Tal como Jesus, vamos pilhar-lhes as bancas e os bancos.

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