terça-feira, 5 de abril de 2016

TAMBÉM CÁ TEMOS O PANAMA





Então não é que o borra-botas do feirante que me vende os grelos transgénicos – parecia que não tinha onde estatelar-se morto – construiu uma vivenda rodeada de varandas cheias de capitéis num offshore! sim, na Fonte da telha!

E a cuidadora dos meus pais, a mudar fraldas para incontinentes dia após dia – parecia uma mosquinha morta-, nós a pagarmos quinhentos euros por mês e ela a fazer a lavagem do nosso dinheiro para a moldávia!

E não é também que os funcionários da junta que recolhem o lixo tinham um esquema bem pensado de reciclagem dos contentores, e à custa disso, usufruiam de um camarote no estádio do glorioso!

Se toda a gente no bairro já desconfiava de actos ilícitos há bastante tempo, porque nunca disseram nada? Que raio de democracia é esta? E a solidariedade humana, encaixa onde?


Não fossem os jornalistas da “Voz de Mira Sintra” – sempre a baterem neles – e o gajo dos legumes, a cuidadora corrupta e os funcionários empreendedores do lixo alheio, continuavam a gozar na nossa cara à tripa-forra, e por aqui ficamos, para não desatar a dizer asneiras, que é o que apetece.

3 comentários:

  1. Como de costume, a crítica fina e a propósito. Parabéns ao Luís, que, no meio da tempestade, não perde o sentido de humor.

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  2. Caro Luís,
    Bem "arrincado". Já agora, vá lembrando os seus "amigos" feirante, cuidadora e lixeiros que eles são os grandes causadores da insustentabilidade da Segurança Social e da fragilidade das finanças públicas, não falando da infalível Banca.. Tudo por causa da ganância deles.
    Um abraço.

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  3. Gostei, porque a brincar se podem dizer as verdades que estão à nossa frente e não as vemos.
    Um abraço, Luís Robalo!

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