segunda-feira, 9 de maio de 2016

Agora é que choram?

Vou ouvindo por aí vozes carpideiras sobre o “inevitável” encerramento de não sei quantos colégios, acarretando não sei quantos professores e profissionais do ensino para o desemprego. Motivo: a “desbragada” determinação do Ministério da Educação em não celebrar novos contratos de associação em determinadas situações. Há quem confunda isto com o “rasgar” de contratos existentes, o que, notoriamente, não se verifica. De sublinhar que algumas daquelas vozes são as mesmas que, quando o Nuno Crato encerrou escolas, turmas e lugares, proclamavam a inevitabilidade das medidas, sem qualquer respeito pelos “descartados”. Muito respeito me merecem os que, pelas circunstâncias actuais, poderão vir a ficar sem emprego, mas, ao contrário de então, e de um ponto de vista global, havendo deslocação de alunos de um negócio privado para o serviço público, criar-se-ão, por compensação, novos empregos, tornando a operação em soma de resultado zero no desemprego, em vez da espadeirada cratiana. Por outro lado, não vejo essas vozes incomodarem-se com a possibilidade de os contratos, que caducarão no termo certo e previamente definido, terem sido celebrados, ao que parece, com base ilegal. Por fim, e a culminar a minha estupefacção, aí estão, em coro afinado com as “carpideiras”, diversos militantes PS. Devem ser estes os que representavam o Partido no tempo em que havia o arco da governabilidade. Nunca falte a força ao actual Governo para reverter os erros do passado.


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