quarta-feira, 11 de maio de 2016

Negócios privados com dinheiros públicos ...


  A universalidade do ensino, como consagra a Constituição, determina que todas as crianças tenham percurso escolar. O erário público dará dinheiro ao ensino privado, quando só este existir, geograficamente.
Reclamar-se proventos para melhorar as escolas privadas? Não! O dinheiro público deve dirigir-se para elevar a qualidade do ensino público. Esta aposta melhorará o futuro de Portugal. A política de destruição da
escola pública pelos anteriores dois ministros da Educação foi relevante. Eliminação da rede pública também serviu para depois os colégios privados se instalarem nesses locais... e beneficiarem de gordas benesses, plasmadas nos contratos de associação. O ensino privado rege-se pelo lucro. O ensino público deve orientar-se pela qualidade escolar. As imposições da troika nos cortes foram concretizadas pelo PSD/CDS muito para além do exigido, salvo a continuação em despejar milhões de € nos privados! Esta demolidora política conduzir-nos-ia a uma escola pública semelhante à inglesa, onde só os alunos pobres, marginais e socialmente estigmatizados têm lugar. A igreja católica, detentora dum património incalculável, vem defender os seus lucrativos interesses privados – lamentável. Os contratos de associação com a escola privada não podem ser rendas garantidas de largos milhões de €, à custa dos nossos impostos – eternamente!

                              ARTIGO DE OPINIÃO de  Vítor Colaço Santos – tlm:919976299
                                                                                              Estr. Principal, 34 – Areias
                                                                                              2705-432 S.JOÃO DAS LAMPAS

1 comentário:

  1. Dizem os pais: "Nós temos o direito de escolher a escola que queremos para os nossos filhos". E digo eu: Certamente que sim, mas paguem as "custas do processo", fachavor! Dizem os comerciantes do ensino: "Os pais têm o direito de escolher o projecto educativo que querem para os filhos". E digo eu: Como? Então há-de haver "projectos educativos" ao sabor de cada um? Não será que deve haver é um projecto educativo nacional igual para toda a gente?

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