domingo, 8 de maio de 2016

O endividamento de Portugal


 
Acabamos de saber pela Comunicação Social, a fonte mais fidedigna que temos, de que até finais de 2015, o nosso endividamento – das Famílias, das Empresas Privadas e das Administrações Públicas – era de 703,288 mil milhões de euros, representando 392,1% do PIB, depois de todos os roubos, desvios e corrupção.
Logo, cada português, cada um de nós, deve, para além de outros compromissos contraídos, a módica quantia de 70 mil euros. Isto é, cada dia que passa para o resto das nossas vidas, continuamos mais ‘tesos’ que na véspera. Somos um acumulador de energia em curto-circuito, sem possibilidade de recarregar seja qual a potência necessária para sairmos da crise que nos vai asfixiando inexoravelmente.
Portanto, já não sei de quem é a culpa por tal situação despesista. Mas, o capital clientelista e todo o mundo oportunista que tal capital bordeja, ambos vão dar cabo de tudo isto. E nós, sem cheta, seremos apenas uns autênticos ‘sem eira nem beira’, piores que um sem-abrigo.
 
PS: O concidadão Durão Barroso terá confessado que vai abandonar a vida activa. Passará a ser mais um político na reforma, com muitas medalhas, tenças e outras mordomias, que não irão deixá-lo na miséria. Na miséria irão ficando os povos, a fim de sustentarem tantos políticos de tal calibre para manter.
Portanto, os desequilíbrios orçamentais cada vez serão mais astronómicos e o endividamento dos países será galopante e incontrolável.
 
José Amaral

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