terça-feira, 17 de maio de 2016

RADICAIS LIVRES

O título acima foi copiado de um programa semanal da Antena 1, difundido aos sábados pela uma da tarde. Com moderação de Luís Marinho, tem como “estrelas” Jaime Nogueira Pinto e Ruben de Carvalho. Ambos radicais e livres, um de direita, outro de esquerda. Radicais porque não se ficam pela rama das coisas, vão às raízes. Livres porque só devem obediência às suas cabeças.  
A ideia básica para o programa é a interpretação dos factos actuais à luz da História, área em que qualquer dos três intervenientes dá provas de muito saber. Não se trata de debitar factos e datas, que também importam, mas que qualquer um de nós, sobretudo com as ferramentas hoje disponíveis, o pode fazer facilmente, possivelmente sem lhe acrescentar nada de novo. O essencial é, sim, a INTERPRETAÇÃO de factos e ideias.
Nogueira Pinto e Ruben de Carvalho sobressaem em muitas dimensões. Antes de mais, não me canso de enaltecer a honestidade intelectual que ambos respiram e transpiram. Aliás, por isso mesmo, é muito frequente que cheguem a conclusões muito parecidas, quando não exactamente iguais.
Há polémicas? Claro, mas superiormente dirimidas em estrito cumprimento das leis que regem estas coisas dicotómicas. Há respeito? Sempre, sem se cair na bajulação ou na arrogância, que são coisas que os que gostam de pensar (em vez de dominar) rejeitam liminarmente. Há inteligência? Da melhor, quando se ponderam as afirmações e não se diz a primeira coisa que vem à cabeça, percorrendo-se sempre um rumo de discussão sem desvios do essencial à primeira (in)conveniência, onde não se despreza a árvore, mas se privilegia a floresta, e o particular não obnubila o geral. Há humildade? Sem quaisquer subserviências, aqui ou acolá, confessam-se falhas de conhecimento (quem as não tem?), sem que os parentes caiam na lama, evidenciando enorme ânsia de saber que só enaltece quem a possui e que revela, curiosamente, grande sabedoria e elevação.

Em resumo, eu diria que, semanalmente, dão uma lição a tantos e tantos comentadores, profissionais ou não, que andam por aí nas TV’s, rádios e outros espaços de debate. Pena que tenham poucos alunos e alguns (como eu) faltem a algumas aulas.

Expresso, 28.05.2016 - adaptado (por mim) e com 2 cortes

4 comentários:

  1. Fez bem, amigo José Rodrigues trazer aqui este exemplo de humanismo e tolerância. Já me tinha lembrado de falar nele. Passa na Antena 1 aos Domingos depois do noticiário das 13 horas. Diria que fazia bem a alguém que aqui escreve ouvi-lo. Mas muito provavelmente não adiantava nada...

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  2. Caro Francisco Ramalho,
    Obrigado pelo comentário e pelo seu interesse. Mas olhe que é aos sábados.

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  3. Na ânsia de se meter comigo, esta “coisa”, meteu água.
    Já sei, que de seguida vem dizer que a indirecta não era para mim.
    Está a ver Amigo Amaral, como há “coisas” que não merecem respostas educadas?
    Está a ver Senhor José Rodrigues que com “coisas” assim, a quente ou a frio se perde as estribeiras?
    Aliás, quando respondo a quente a resposta até é bem curta. Mais tarde, a frio, lamento que tanto tenha ficado por dizer.

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  4. É verdade amigo José Rodrigues! É ao sábado! Fiz confusão.Obrigado pela rectificação. Agora para o Senhor Jorge Morais: Não tenho a pretensão de ser perfeito. Longe disso, mas não sou hipócrita. Claro que a "indirecta" era para si! Mas acha que era assim tão grave, para me tratar por coisa? O sr. que fala tanto em educação, o que é que pretende? Que eu o trate, lhe responda a esse nível? Ainda por cima aqui neste local que não é exclusivo ( e ainda bem!) de quem quer que seja?

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