sexta-feira, 3 de junho de 2016

A minha selecção é a Islândia






Não sendo o futebol um interesse pessoal, sinto-me pouco inclinado a dar palpites sobre escolha de jogadores e massagistas, boas tácticas, desfechos ao fim dos noventa minutos, expectativas da nação, local das comemorações da derrota - se é no Marquês, se nos Aliados - enfim todas essas preocupações do mundo do futebol, do qual já disse, sou um alienígena.

Há no entanto assuntos, que são da vida em geral e que também são do futebol, já que este é constituído por alguns seres humanos pensantes (digo alguns por ter grandes dúvidas sobre muitos outros). e que espelham os seus comportamentos dentro do rectângulo relvado, como o fazem na vida em geral.

Comportamentos reprováveis: manhas,faltas, impropérios, agressões, são punidas pelas regras do futebol, mas algumas dessas infracções não chegam só serem reprimidas no campo onde são praticadas. Têm que ser muito e fortemente condenadas no seio da sociedade, porque são más, horríveis exemplos da condição humana que nós não queremos, que não podem passar cá para fora impunes , porque isso origina consequências no futuro que são nefastas.

São um mau exemplo para os jovens e os menos jovens que - e são muitos - replicam por imitação os comportamentos dos seus ídolos, neste caso, jogadores de futebol.

Um indivíduo que num jogo AMIGÁVEL tem a atitude do Bruno Alves, não pode ser jogador da Selecção Nacional. Não tem desculpas, nem as suas desculpas, porque tem uma carreira de jogador feita destas coisas, e não tem emenda.

Pelo menos da minha, e já que a minha opinião não vai mudar absolutamente nada na decisão da Federação de o manter na equipa  anuncio publicamente que mudo eu de Selecção.

Islândia, gosto da Islândia, são bem educados e praticam um futebol descomprometido sem ambições é certo, mas muito simpáticos.

1 comentário:

  1. Como é à escolha, talvez tinha sido o palpite certo. Pelo menos é uma região fresca e, como o Verão está à porta, a decisão deve ter sido oportuna. Um abraço ao Luís e que, neste mar encapelado, consiga levar a barca a bom porto.

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