terça-feira, 7 de junho de 2016

A SOCIEDADE QUE MATA A VIDA

Há uma frente ideológica que impõe no mundo a ditadura do mercado, a proeminência do sector privado e o culto do lucro, além de procurar convencer os habitantes do planeta de que a globalização neo-liberal traz finalmente a felicidade universal. Ela vem, segundo Ignacio Ramonet, de universidades, de prestigiados institutos de investigação, de grandes meios de comunicação social (CNN, Financial Times, Wall Street Journal, The Economist, imitados noutros países por uma data de jornalistas submissos). Instala-se, assim, o despotismo. A sociedade mercantil parece capaz de conter a rebelião. Contudo, de acordo com Herbert Marcuse, "o facto da vasta maioria da população aceitar, e ser levada a aceitar, esta sociedade, não a torna menos irracional nem menos condenável".
Éramos meninos e adolescentes. Começaram a exigir-nos que nos adaptássemos e que fôssemos eficazes como se a via do capitalismo e da competição fosse a via correcta e saudável. Atribuíram-nos a culpa pelo fracasso. Éramos meninos e adolescentes. Quantos de nós não tivemos crises violentas porque nos afastaram do caminho da Vida? Só alguns de nós retomámos o caminho da Vida. Vivemos, de facto, numa sociedade abominável, que impõe a lei do dinheiro, que mata a vida.

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