terça-feira, 14 de junho de 2016

CONTRA A LAVAGEM AO CÉREBRO

Esta sociedade do mercado, da competição, da pilhagem destrói-nos e deixa-nos cada vez mais sós. As relações entre as pessoas são cada vez mais fugazes e menos verdadeiras. Roubam-nos o tempo. Os pais pressionam os filhos com as notas escolares para eles virem a ter (muito) dinheiro e sucesso, abrindo caminho para distúrbios mentais e comportamentais. Um grupo de malfeitores controla os bancos, as multinacionais, os media, os governos e submetem e exploram a grande maioria. A grande maioria atropela-se na arena, numa corrida voraz pelo lugar, pela carreira. As massas são vigiadas pela Polícia do Pensamento. Os partidos de esquerda só falam de economia. Deveriam falar nesta lavagem ao cérebro, nesta manipulação gigantesca. Todos os dias nos matraqueiam. Apetece-me gritar a liberdade cor de homem dos surrealistas. Apetece-me anunciar o super-homem de Nietzsche. Está tudo tão parado. Que venha a Nova Criação de Rimbaud! Que algo rebente nas nossas cabeças. É tudo tão mesquinho, tudo tão pequeno, tudo tão limitado. Não! Que rebente! Que estoire! Não há tempo a perder.

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