quinta-feira, 16 de junho de 2016

O meu lenho é sal e água

Lancei o meu barco ao mar
Numa praia tão distante
Não o posso comandar
E o barco navega errante

O meu lenho é mar e sal
Percorrendo o mar profundo
As saudades e a mágoa
Dão consigo a volta ao mundo.

Se essa nave aportar
Num ponto de salvação
Decerto poderá dar
Mais justiça, amor e pão!

Meu veleiro é sonho puro
Foi construído na `sperança
Tem presente e tem futuro
Revê-se numa criança

Quem essa nau encontrar
Encaminhe-a para o cais
Para que possa atracar
E não se perca jamais.

Joaquim Carreira Tapadinhas, Montijo


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