sexta-feira, 24 de junho de 2016

O porno aquartelado

Não podia faltar. Logo que vem à baila a questão da situação em que vivem os GNR e outros polícias, surge logo como capitão relâmpago, o presidente do sindicato ou associação daquela tropa, o César, a jurar que os comportamentos reprováveis e sujeitos a expulsão da Corporação aonde estão inseridos, se devem aos baixos salários que auferem enquanto agentes, e que por tal, têm necessidade de recorrer a uns trabalhinhos extras que permita matar a fome à família. Ora eu que não ganho um terço do que eles ganham e outro lucro variável, já devo ter a minha prole feita cadáver. Depois de tomarmos conhecimento que um militar da GNR oriundo de uma Unidade de Intervenção onde é preciso "pontinha", e que a põe ao serviço, mal ouve a palavra de ordem -"Acção", nos seus tempos livres, e são muitos, sem que tenha feito casting especial, tira o "pontão" de fora e zás, crava-o e grava-o no cinema porno lusitano. Com sucesso, julgamos nós. O presidente da Associação aonde está por certo filiado o porno actor, sempre de arma apontada ao coração das "operárias do sexo e/ou apanhadas no quarto escuro", não vem dizer-nos que para se compor um salário que ele repete ser baixo, pode-se consegui-lo na construção civil, na agricultura a apanhar morangos com açúcar, framboesa, ou cricas, este tipo de ameixa tão apreciado agora no verão. Não. Para o presidente César do sindicato das Forças da Ordem libidinosas, os seus elementos devem fazer uns trabalhinhos por fora, mas a limpar a arma com as "ronaldas". Nada que pese ou que só eles possam servir de peso, e sairem de cena com o posto de stripper candidatos a cabo. Esta tropa fardada, animou-se nestes últimos tempos a fazerem o que querem, pois sabem que a democracia vai entre uma e outra vez, coxa, e mais coxa. E é por aí que eles se sentem bem e põem a arma erecta, apontada a "portuguesa(e)s sem vergonha", e alguma celulite, que deixam protagonistas destes representarem tais papéis, e deles sairem aliviados sem qualquer sanção, quando submetidos a inquéritos e a julgamentos. É tudo a mesma tropa. E nós um povo que "arde e cora". Que aceita e ri sem problema. Quem é a colega da "pontinha", que não aceitava fazer patrulha com um "actor militar" assim com um pontão deste calibre?


1 comentário:

  1. Um comentário oportuno que muitos sentem mas, por receio, têm medo de pronunciar. Parabéns ao autor, que já nos acostumou a analisar, com sentido ético, muitas situações sociais que permanecem no dia-a-dia, em prejuízo duma sociedade mais justa e respeitosa.

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