quarta-feira, 8 de junho de 2016

O CONGRESSO DO PS E ALGUMAS REPERCUSSÔES

Não acompanhei ao pormenor o Congresso do PS, mas os ecos que me chegaram, foram positivos. António Costa criticou o neo-liberalismo que impera na União Europeia, incentivou o seu ministro da Educação a manter-se firme com o lóbi do Ensino privado, e não se calou perante as críticas da Direita ao entendimento que fez para ter o apoio parlamentar que tem. A participação do seu correligionário Martin Scultz, presidente do Parlamento Europeu, projetou internacionalmente o evento.
Quanto às repercussões, destaco duas: a do lóbi explorador do Ensino privado, e um comentário do insuspeito Pacheco Pereira. Em relação à primeira, para quem tenha duvidas de que o binómio Esquerda/Direita mantém-se actualíssimo e que a luta de classes não é apenas conversa de velhos esquerdistas ou comunistas, aí esteve, ou melhor, aí está bem patente com esta gente que faz do Ensino um negócio. E pior, à conta do Estado. Ou seja, do contribuinte. Mostrou que não admitem perder nenhuns privilégios. E mais, quando isso está em jogo, estala-lhes completamente o verniz e vem ao de cima a agressividade, a intolerância e até a ordinarisse. Repararam nos cartazes e nas palavras de ordem? Que é o PCP e o Bloco que mandam,que temos aí de novo o PREC, etc.etc. Até rameira chamaram a António Costa. Quanto ao comentário de Pacheco Pereira, foi curioso. Curto e certeiro. Disse ele, que com esta UE, com este Pacto Orçamental, nem o PS nem ninguém, chega ao socialismo.

Portanto, o PS que já deu alguns passos no sentido certo, tem que dar muitos mais, porque a procissão apenas saiu do adro.

1 comentário:

  1. Agora, o Costa para agradar à gentalha que nos tem roubado quer liberalizar os 'magros' vencimentos de topo. Estou escandalizado.

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