domingo, 12 de junho de 2016

"Réquiem"

Hoje é dia de escrever um "réquiem". Não pelo ex-Provedor do jornal selectivo, Público, e  interveniente qualificado e activo em anteriores tarefas por onde vincou presença, de por académicamente estar habilitado a desempenhá-las com dignidade. Não. Não é por ele, mas por causa dele. Hoje e no amanhã, e até aonde a pena não me doer entre os dedos, e a dor no punho permitir, vou continuar a teimar neste "réquiem" a que me propus entoar, mas para "desprestar homenagem" à Bárbara Reis, actual directora do jornal que transforma cartas-de-leitor em lixo, com maior rapidez do que o necessário para que alguém se desfaça de uma diarreia. Directora(!), que, arriscamos apostar, o será por pouco tempo. Primeiro ainda entrará em coma, e após um prolongamento vegetativo na iliteracia camuflada, sucumbirá sem honra nem glória. E será para ela este "réquiem", a que me propus criar. Quanto ao sociólogo, ao académico, professor, ao especialista madeirense, falecido entre a doença e o desalento, o inconformismo e o desânimo, que a Barbara Reis lhe introduziu na alma e nas veias que irrigam o génio, apressando-lhe o doloroso e triste desfecho, apenas direi que lamento se contribuí um pouco que fosse para tal fim. Um Homem assim, querido pelo seu carácter, personalidade e simpatia atraente, amigo e conselheiro enquanto Provedor dos leitores, não merecia que um jornal, fechasse a página que lhe pertencia desta maneira, e com uma "dona de tal edifício de informação", transformada em porteira que bloqueia a entrada aos que ali procuram espaço de liberdade, desafiando, para se protegerem de um certo terrorismo editorial, que ali faz escola, e que o maravilhoso e quase paternal José Manuel Paquete de Oliveira, se opunha, com as armas que o deixaram empunhar e usar. Paz à sua alma, e que descanse na companhia do Senhor, já que a Bárbara não entrou no seu último desejo, nem visão nem chamamento, e nem eu lhe darei a paz que o seu ex-Provedor tanto e tanto merece, como só os Homens Superiores merecem ganhar, e dela serem rodeados no Eterno, entre o Divino e a Luz que o iluminou entre nós, e a sombra fria e densa aonde a Bárbara o mergulhou - ignorando-o!
                                                                      Joaquim A. Moura - Penafiel                                    
-*eu prometo voltar. "Não te deixarei morrer assim, Bárbara". O diabo mora aqui!


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