sexta-feira, 10 de junho de 2016

UM PAÍS PARALISADO?




Pode até ser só coisa minha, mas desde o 25A/74 nunca senti o País paralisado como hoje. Vejamos, a solução de governo é inédita, nunca o PS havia tido a coragem de se aliar ao velho adversário (para não dizer inimigo) PCP, e o BE é um "aspirador" de votantes do PS, e eventualmente de muitos militantes. Estão unidos de momento, porque o ódio a Passos e Portas foi largamente superior às suas próprias e relevantes divergências políticas. Mas enquanto em outras coligações anteriores o povo sempre teve esperança numa continuidade, neste caso ninguém minimamente informado acredita que daqui a um ano tenhamos este governo. Então para quê tudo isto, toda esta enorme e gravosa perda de tempo? Todo este agravar do déficit? Esta mensagem de instabilidade a médio prazo? Mas a esquerda será mesmo tão estúpida, que acredita que o nosso País se possa desenvolver alguma vez só com recurso ao Estado? Então não aprenderam nada com todos os regimes socialistas que faliram? Não me venham falar da China, por favor! É um regime capitalista puro com fachada comunista. E esse comunismo é só porque o partido único no poder se chama "comunista", mas só no nome! Não há desenvolvimento possível sem iniciativa privada, ponto final. está demonstrado há pelo menos 30 anos, desde a implosão da URSS, que chegou a ser uma grande potência, mas que faliu! Social e economicamente. Assim, tenho para mim, que todo este embuste de devolução de regalias extintas pelo anterior governo, de a austeridade ter chegado ao fim, apenas serviu para que o Dr. António Costa não perdesse a cara e o poder no PS na noite das últimas eleições. Só que as suas conveniências e malabarismos políticos de nada servem ao País, muito pelo contrário, se ele ficar mais um ano em S. Bento, será o nosso coveiro, teremos mais um resgate, nunca mais levantaremos a cara do chão. Os partidos do poder, desde o antigo "arco da governação", a estes que agora o conseguiram perdendo as eleições, deveriam antes de prometerem ilusões ao povo, começar a pensar como poderemos, com austeridade certamente, voltar a ter um excedente orçamental, e não estarmos todos contentinhos com déficits autorizados pela CE. Não vamos a lado nenhum com déficits constantes desde há 40 anos. Até quando pensam que os outros países que não os têm nos hão-de continuar a financiar?

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