sexta-feira, 15 de julho de 2016

As pequenas imperfeições de Oeiras


Quando certas pessoas falam do nosso Município só referem feitos extraordinários que foram feitos, que estão em estudo, que irão acontecer. É um êxtase! Mas no nosso Município de Oeiras também existem imperfeições. São coisinhas pequenas que se fossem corrigidas transformariam estas terras num verdadeiro Paraíso.
Além do SATUO já falado e desactivado mas que nunca mais é arrancado do chão, que afinal parece que não custou milhões ao Município (quem terá pago?) apenas atravancou a paisagem, temos ali uma outra coisinha também nascida imperfeita e que não se corrige: é um tal de Interface que seria para parquear camionetas mas parece que nem para carros está  a ser utilizado. (Estou a exagerar?). Para quando a sua utilização?
E aquele complexo dos congressos de Paço de Arcos. Parece que se gastou uns largos milhões mas foi abandonado. Quem lá passou ultimamente diz que parece uma ruína. Mas entretanto já estão a apostar num edifício centralizador de todos – todos – os serviços municipais. Dizem que será uma maneira dos trabalhadores dos Serviços Camarários estarem todos juntos e facilitar-lhes o desenvolvimento das suas responsabilidades (?). E os acessos dos trabalhadores e dos munícipes nunca terão as facilidades do centro da Vila de Oeiras.
Também por todo o lado se encontram casas vazias, mesmo novas. Parece que o Município de Oeiras tem pelo menos dez mil fogos devolutos mas continuam a passar-se licenças de novas construção. Não tem havido uma politica de sensibilizar os proprietários para a manutenção do património construído e muito vai caindo. Começando até por património não particular como é a Quinta Real de Caxias.
E continua a faltar uma politica activa pela recuperação das ribeiras. Há tempos apareceu qualquer coisa inovadora para se transformar as margens das principais ribeiras em zonas transitáveis mas parece que dava muito trabalho e ficou pelo anúncio.
Focando-nos agora noutro plano: as publicações da C.M.O. Por exemplo a Oeiras em Revista. Uma brochura de luxo, com muita informação e que demonstra que os seus responsáveis se esforçam por apresentarem uma bonita publicação. Pois é; mas o tamanho da letra é muito pequeno e a maior parte das pessoas folheia, vê os desenhos e fotos mas guarda para mais tarde o esforço de ler. E esse mais tarde a maior parte das vezes não volta. E os  Trinta Dias que em algumas zonas chega pelo fim da primeira semana? Não será possível traçar uma melhor rota de distribuição? E as noticias em cima de fundos escuros que com o tamanho da letra dificulta a leitura. 
Não será possível aproveitar as potencialidades que existem no Município de Oeiras, estruturas e pessoas, e com bom senso corrigir estas pequenas imperfeições?

Clotilde Moreira
Costa do Sol (13-7-2016)

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