terça-feira, 19 de julho de 2016

Ecos do interior do nosso Portugal, ou como a alma lusitana ainda sobrevive

Sempre que me desloco às terras que foram e são o meu berço – o Concelho de Armamar -, mau grado a debandada de muitos milhares de pessoas e do abandono de bens pessoais e comunais, com muita ruína à mistura, tenho vindo a observar com muito agrado o remar contra a maré das autarquias e das forças vivas locais, na tentativa de inverterem o grande e delituoso esquecimento, marasmo e despovoamento a que tem sido votado todo o interior de Portugal, por parte do poder central.
A bem dizer, o Portugal do novo-riquismo, onde tudo é vendido a qualquer preço – sempre ao desbarato -, não passa da estreita faixa de terra que é orlada por toda a costa marítima, que vai de Vila Real de Santo António até Caminha.
Assim, foi com muito agrado que estive presente na agradável noite de 16 de julho, no bonito espectáculo de variedades, de solidariedade – GALA SOLIDÁRIA, na sua 3ª edição –, levado a efeito pelo Grupo Uma Ligação, com a preciosa ajuda da Câmara Municipal de Armamar e das forças vivas do Concelho, a fim de serem angariados fundos para apoiar o trabalho prestimoso e humanitário da Liga Portuguesa Contra o Cancro.
É este o Portugal profundo, que é a alavanca perdida da alma lusitana, deste povo português que vai fenecendo, se nada se fizer para mudar o rumo dos acontecimentos negativos a que temos vindo assistir, mormente nas últimas décadas, com uma emigração que só enfraquece o nosso colectivo milenar.
Vivam, pois, todos aqueles que fazem pulsar o interior da nação, pois é nele que habita o nosso coração.
JA

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