sábado, 2 de julho de 2016

It´s NOT the economy!


Nas últimas décadas, fomos sendo conduzidos ao redil da simplificação máxima no pensamento sócio-político. A “coisa” já vinha de trás, mas, na campanha de Clinton contra Bush, alguém, “sabiamente”, sintetizou que “tudo” passa pela economia e só pela economia. Mais ou menos na mesma altura, até se decretou o “fim da História”, isto é, pensou-se que o Homem tinha chegado ao seu zénite, atingindo a meta de uma sociedade em que não era preciso fazer mais nada. Afinal, os tempos que vivemos provam que as coisas não são assim tão simples e que quem acreditava em tais verdades nada mais tinha do que uma imensa arrogância intelectual. Sente-se hoje que o pensamento político, sem ignorar ou desprezar os fenómenos económicos, está, para o bem e para o mal, a regressar à ribalta. A filosofia é indissociável da evolução humana, ajuda a compreender a natureza do Homem e a sua condição e, naturalmente, traz a política a reboque. Não invejo a má sorte dos burocratas que, “politicamente”, mandam nesta Europa, brandindo a esmo os números e ratios que eles próprios inventam. A não ser que comecem a dar mostras de compreender as reacções humanas, neste caso, dos europeus.


Expresso - 02.07.2016 (com os cortes sublinhados).

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