segunda-feira, 18 de julho de 2016

Não aprendem, já sabem tudo


Sem sanções a pairar-lhes sobre a cabeça, os britânicos mostraram querer sair da UE. Se vão sair ou não, e quando, ninguém o saberá com certeza absoluta. Razões para a saída? Evidentemente, a questão da imigração, de refugiados ou não, mas, também, a enérgica recusa de interferências abusivas de Bruxelas & Cª nas suas próprias vidas. Imagine-se como reagiriam os britânicos se os ameaçassem com o mesmo que, agora, dizem querer fazer a portugueses e espanhóis, com ou sem castigos (incentivos???) simbólicos. Diriam eles, submissamente, “yes, sir”? Nas suas brincadeiras infantilmente irresponsáveis, no autêntico reino do faz-de-conta, estes aprendizes de ditadores que nos vão governando não aprendem uma única lição, ao contrário do que todos pensámos aquando do Brexit. Os burocratas do Poder europeu, hipocritamente escudados nos superiores interesses da União, estão claramente apostados em quebrar as espinhas dorsais dos Povos e, como ainda agora se viu, quando alguns deles abandonam a vida política, “amandam-se” para o serviço, sem intermediários, do grande capital financeiro. Ninguém me convence de que, enquanto andaram na política, se preocuparam com algo mais do que preparar os seus futuros dourados, na doce indiferença dos prejuízos que a todos nos infligiram. Schäuble, a menos que tenha um projecto político pessoal (será que não tem?), mais ou menos tenebroso, irá para que cargo?

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