quarta-feira, 13 de julho de 2016

O cherne


Lembram-se do cherne? Sim, o do Alexandre O’Neill, “capturado” pela mulher do dito peixe, Margarida de seu nome e Uva de apelido. Peixe de águas profundas, e longevo, pois aí está ele outra vez. Nos baixios da finança profunda, obscura e, segundo muitos, criminosa. Aldrabona e trafulha de certeza, como o Goldman Sachs foi na Grécia (premonitoriamente, no seu poema, O´Neill escreveu duas vezes a palavra mentido…).

Em chamada de primeira página, o Público de sábado passado lembra, e muito bem, que este peixão, Durão Barroso, é o representante português no Bilderberg, clube sempre associado a tramóias e conspirações em que não queremos acreditar. A verdade é que, daqueles lados, tudo o que se faz, mais do que o que se diz, nos obriga a acreditar em bruxas e que “las hay”. Não, não sigamos o cherne. Estamos fartos dele e das suas habilidades. E, já agora, será pedir muito à Comunicação Social que nos dê notícias sobre aquele clube? Ou é “proibido” falar dele?

3 comentários:

  1. A Comunicação Social a desvendar os segredos obscenos dos seus donos? Bem podemos esperar sentados!

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  2. Há uns meses enviei um texto critico e ácido ao Público sobre a perversidade dos alinhamentos das agendas da publicação das noticias e ,deixei de ser publicado. Não é que isso me preocupa,o que me preocupa é esperar por uma resposta,que pode ser só a educação de um agradecimento, e receber um silêncio ensurdecedor. Em todo o caso José,como sempre, o seu texto é óptimo.

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  3. Que se 'cherne' o cherne e todos os 'públicos' que nos querem calar! E mais não escrevo para não ser obsceno.

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