quarta-feira, 6 de julho de 2016

Ronaldo e Renato Sanches



No próximo jogo de Portugal nas meias finais, qualquer que seja o adversário, se o nosso treinador fosse corajoso, deixava Cristiano sentadinho a descansar no banco dos suplentes. Não acredito que ele o faça, mas a verdade é que a sua má forma e a obrigação que sentem os colegas de lhe passar a bola, mesmo sabendo que está coberto por um adversário, prejudica a equipe no seu conjunto. O jovem está obcecado em marcar golos, acha ser seu único objetivo. Viu-se por exemplo um grande profissional e rematador como Lewandowski vir atrás e construir jogadas procurando sempre demarcar-se com enorme rapidez, enquanto CR7 passeia no relvado à espera de receber a bola em boas condições. Devia pôr os olhos em Renato Sanches, este bem mais novo, que deve ter o seu futuro como médio atacante. Tem um grande poder de desmarcação, está sempre no sítio certo e constrói jogadas como se a sua experiencia fosse já muito longa. Vai à luta e quando perde a bola não descansa enquanto não a recupera. É pena que não tenha mais um palmo de altura, mas apesar disso os alemães vão transformá-lo numa verdadeira pérola. É também de louvar a forma madura como se exprime. Quanto a Cristiano, ele precisava de receber alguns conselhos no sentido de quando cai deixar de fazer caretas e querer educar os árbitros em atitudes teatrais. Mas será que ele ouve? Devia convencer-se que não leva a algum lado e só pode criar antipatia.

Nunca tive dúvidas que o selecionador nacional não teria coragem para sentar Ronaldo no banco dos suplentes. "Que heresia". Já os jornais não precisavam de coragem para publicar a opinião de um simples leitor. Nem o Publico nem o Diário de Notícias tiveram essa ousadia(?). A verdade é que a nossa célebre VEDETA tem cada vez menos simpatias, hoje por exemplo o Spiegel, a conceituada e séria revista alemã traz na capa a expressão "EU ADORO-ME" com as figuras de Ronaldo, Putin e Erdogan.

Raul Fernandes

1 comentário:

  1. Na democracia é assim: cada um diz/escreve o que pensa, logo que não seja ofensa.

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