quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Agora, não tenho vagar...


Não, não tenho vagar
Algo de importante está à minha espera.
Eu sei que é importante, lei eterna
E, contudo, nem sei onde o lugar.

Pode ser na próxima esquina
Numa ruela, num largo duma vila
No campo, ou numa cama hospitalar!
Mas eu sei que está à minha espera!

Foi um encontro marcado há longo tempo.
Por vezes, esqueci-me desse compromisso.
E o tempo passa sem se dar por isso!
E assim me resigno e não lamento!

Mas agora, agora
Que me esqueço com mais facilidade,
Desse acordo inevitável,
Tenho sempre memória

Porque não posso faltar à palavra dada.
O acordo deu-se num momento mágico
Num tempo em que eu nem falar sabia
Ainda que nascido num tempo de palavra!

Há acordos que têm de ser sempre cumpridos
Mesmo por aqueles que nunca tiveram palavra!


Joaquim Carreira Tapadinhas, Montijo

4 comentários:

  1. A morte, essa entidade tão presente, que nos observa, que nos cerca e que quase sempre nos apanha desprevenidos.

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  2. Obrigado por ter lido e percebido a mensagem do meu "poema" e, sobretudo, por o ter comentado. Mais uma vez, grato pela atenção.

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  3. Grande poeta da palavra escrita, dita e rimada, é o Amigo Joaquim.
    Um fraterno abraço deste rimador de meia tigela que o admira.

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  4. Amigo Amaral - As suas palavras sinceras, que agradeço, são ditadas pela amizade e não pela mestria do poeta amador ao qual as destina. É bom ter amigos que semeiam a boa e sã convivência. Um abraço de Sul a Norte de Portugal e um profundo obrigado.

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