quarta-feira, 31 de agosto de 2016

JORNALISTA, CIDADÃO DE PRIMEIRA?



Fiquei chocado, para dizer o menos, com a condenação do Estado Português por violação da liberdade de expressão, no caso em que um jornalista da revista Visão, opinou que o Primeiro Ministro Pedro Santana Lopes deveria consumir drogas duras. Esta actuação do jornalista havia sido objecto de condenação, com sentença transitada em julgado, após o Supremo Tribunal de Justiça Português ter condenado a revista a indemnizar o político insultado com o valor de € 30 000,00. Agora, o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem considera normal o insulto proferido. Segundo este Tribunal, o jornalista apenas terá querido "...utilizar a ironia para contestar uma proposta política... (fim de citação). Ora de acordo com esta jurisprudência, na linha do chamado politicamente correcto, os jornalistas terão mais direitos do que os seus concidadãos, pois estes se insultarem alguém, não poderão com a mesma facilidade invocar "ironia". Mas eu tenho cá uma fé, que se este mesmo jornalista chamasse "maricas" ou "cigano" ou "preto", ao político, seria nesse caso condenado pelo TEDH, por alegadas homofobia ou xenofobia, estas sim, não poderiam ser "ironias". São sinais do nosso tempo, temos que aguentar e assobiar para o lado. 

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