sábado, 27 de agosto de 2016

O país à beira da loucura colectiva

O país e suas gentes – as de cima, as do meio e as debaixo – estão a caminho da loucura colectiva. Ninguém se entende e, se se entende, é porque foram devidamente ‘untadas’, isto é, fizeram-lhes um agrado para não fazerem mais ‘ondas’.
É pois uma paz podre rumo à putrefacção.
Assim, tomando por exemplo as parangonas jornalísticas de ‘Médicos recusam dezenas de vagas no Interior e no Algarve’, o que se poderá daqui retirar, algum altruísmo ou ética? Claro que não!
A Saúde e não só, hoje em dia, são vistos como negócios muito lucrativos, e apenas isso.
E também pergunto: qual terá sido o juramento solene destes médicos, que só se preocupam em desempenhar as funções em lugares melhor remunerados e junto à suas moradas? O de Hipócrates não terá sido! Não terá sido o de Hipócritas? Talvez.
Assim, perante tão ‘salutar’ recusa, o Ministério da Saúde deverá disponibilizar-lhes alojamento em hotéis bem estrelados, e o atendimento de doentes ser feito junto à piscina.


José Amaral

1 comentário:

  1. Meu caro Amigo, lamentavelmente o seu comentário está impregnado de razão. As profissionais de cargos sociais que deviam ser exemplo, portam-se de maneira tão rasteira, que ronda o lodo. Esta civilização está a caminhar para se autodestruir. O pessoal anda adormecido, porque, no geral todos olham só para o seu umbigo. Com um descaramento que atordoa, os jornalistas falam nas dezenas de milhões que são as cartas de alforria dos jogadores de futebol, dos milhões que auferem os intermediários nas comissões e nos salários líquidos de milhões pagos anualmente aos "artistas". Perante tal desfaçatez, quem tem profissões específicas e bem difíceis de construir, quer que do bolo lhe caiba uma fatia mais alargada. Isto está no fim e não há grande volta a dar, porque o pessoal tornou-se autista. Um abraço ao Amaral e a todos os outros companheiros que lutam por um mundo melhor.

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