quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Ó Portugal, Portugal! Ó Portugal português!

Ó Portugal, Portugal! Ó Portugal português! Olha bem para ti e diz-me o que é que tu vês?
Medita um pouco e vê o que tanto infiel te fez.
Vês as artimanhas de uns tantos no Pontal ou em outro igual local. Outros vão ao hospital e, se o caso não for fatal, encontrar-nos-emos em um qualquer festival.
E neste tempo estival, procurando o apetecido, até um falecido pode fingir que está vivo.
Mas a Natureza, não! Anda à mercê dos luciferes.
E vês tanta gente, apelidada de bonita, belamente bronzeada e melhor tonificada, contrastando com a dita arraia-miúda, tisnada pelos incêndios, que incendeiam sem cessar tudo que pela frente encontra.
Neste país, pelo menos a duas velocidades, tudo é possível: é óptimo para tanta gente ‘bonita’, e horrível para a sempre espezinhada arraia-miúda.


José Amaral

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