domingo, 14 de agosto de 2016

UM AUTÊNTICO DESASTRE


Resultado de imagem para os incêndios na madeira e continente
Os grandes incêndios que se têm vindo a verificar neste mês de Agosto de 2016, quente, e não só, e “quiçá”, e decerto devido principalmente a algumas mãos mais doentias e criminosas que têm vindo a devastar e a destruir por completo não só o território de Portugal Continental, como se alastrou, infelizmente, e igualmente por todo o arquipélago da ilha da Madeira, a chamada pérola situada em pleno oceano Atlântico. Como as imagens que nos chegam ao continente, e transmitidas através dos diversos canais de televisão, que têm sido testemunhas e nos dão imagens arrepiantes do sofrimento e da calamidade que mais uma vez, o povo da Madeira tem vindo a ser severamente penalizado e penosamente massacrado pela destruição que as chamas têm vindo a consumir todos os bens, alguns irrecuperáveis, e o trabalho de sacrifícios de uma longa vida, algumas delas de décadas, daquela gente, praticamente indefesa e não merecedora, de tal calamidade. Já não bastava terem sofrido o grande temporal na ilha da Madeira que todo o seu povo sofreu no dia 20 de Fevereiro. Tal temporal provocou inundações, derrocadas e vítimas ao longo das encostas da ilha, em especial na parte sul. Qualquer povo, contudo, não é merecedor de tal destino e de uma total devastação de todos os seus bens, morais e materiais. Que as autoridades com responsabilidades investiguem com rigor, seriedade e com a devida rapidez (o que, infelizmente, não é muito habitual neste País) e que consigam chegar e a encontrar os verdadeiros responsáveis e culpados desta destruição completa de um espaço que também é Portugal e de um povo.Que tenham mão pesada, seja para quem for, sem dó nem piedade. Que os culpados não tenham o direito a defesas de advogados e que os juízes tenham mão bem pesada e exemplar para estes criminosos, que não merecem qualquer tipo de perdão.
As minhas sinceras homenagens a todos aqueles que tiveram e ainda têm a sua intervenção nos rescaldos dos incêndios, que têm dado a sua preciosa e muito útil ajuda no combate a esta calamidade que assolou as populações indefesas, quer para os próprios populares que se entreajudaram nos combates aos incêndios, quer para os sempre prontos e anónimos soldados da paz e todos os restantes agentes intervenientes nas acções de combate às chamas.
E o meu voto de esperança para que o Governo esteja à altura no que toca às ajudas que irão ser necessárias para com todos os infelizes cidadãos vítimas dos acontecimentos, não só no Continente como também na Madeira. Deste leitor-escritor de cartas do continente vai o meu mais sentido voto de solidariedade, não só para com todo o povo de Portugal Continental, mas em especial para com todo o povo da bela e linda ilha da Madeira, que mais uma vez está a sofrer e que não é merecedora.

(Texto-opinião, publicado na edição Nrº. 46001 do Diário de Notícias da Madeira de 14 de Agosto 
 de 2016)
(Texto-opinião, publicado na edição do Jornal de Notícias de 25 de Agosto de 2016)

MÁRIO DA SILVA JESUS

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