domingo, 4 de setembro de 2016

A FESTA DO AVANTE



É fácil falar-se do Festa do Avante. Descrevê-la. O problema é ser-se original. Já tanto foi dito, e bem, sobre a festa do órgão central do Partido Comunista Português, o jornal Avante. O maior evento, cultural, lúdico, gastronómico, desportivo e político deste país. Por tudo isto, e pela forma como é construida e gerida, o PCP, afirma, e com toda a justiça: “NÃO HÁ FESTA COMO ESTA!”. Mas, se tudo isto já foi dito, não se fala mais no assunto? De maneira nenhuma! Até porque nem toda a gente ainda a conhece, e para os muitos/as milhares, milhões, que a conhecem, convém também sempre lembrar as suas especificidades próprias. A motivação que leva, todos os anos, milhares de militantes comunistas, amigos e simpatizantes do PCP, a erguer, gerir e desmontar esta efémera cidade. Este, é que é o grande “segredo” desta festa. Nenhum outro partido, ou todos os outros juntos, o conseguiria fazer. Os comunistas e os seus amigos, fazem-no, devido à força das suas convicções. Mas depois há mais. Muito mais. Há a confraternização. Os grupos que todos os anos lá se juntam para trabalharem na construção e depois para usufruírem o que de melhor se faz em Portugal no campo da música popular e erudita, no teatro, na literatura,nas artes plásticas,a qualidade dos artistas estrangeiros que sempre estão presentes, os debates políticos sobre a situação nacional e internacional,etc.. E depois, o encontro com o amigo ou amiga que há tanto tempo não se vê! A oportunidade para o grande abraço, para se pôr a conversa em dia, para se petiscar. Bem! Então quanto a comes e bebes, a dificuldade está na escolha. Desde o arroz de sarrabulho, às tripas à moda do Porto, à posta mirandesa, ao bom presunto de Chaves ou de Barrancos, à chanfana, às caldeiradas de Peniche ou de Sesimbra, ao ensopado de borrego, ou ao cabrito serrano, ás espetadas da Madeira, há lá de tudo. Está lá o país gastronómico e não só.
E lá vai então uma originalidade: é que a partir deste ano, a festa está ampliada. Acrescentou-se, com muito esforço físico e financeiro, a Quinta do Cabo à da Atalaia. Portanto, ainda mais grande ficou a maior festa de Portugal.
Francisco Ramalho

Corroios, 4 de Setembro de 2016

3 comentários:

  1. Parabéns, Francisco! Parece-me que a dívida pública não subiu devido à continuada e bem feita FESTA DO AVANTE!. Com a prata da casa, os comunistas e não só, levam avante o que avante continuará.

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  2. Obrigado amigo Amaral, pela informação do JN. Podia até não o ter lido...

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