quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Da honestidade ao chico-espertismo instituído


Como tivemos um ‘verão quente’, agora em 2016, a política portuguesa extremou-se. Os ‘bons’, à direita do ‘deus pai todo-poderoso’ – o capital -; os ‘maus de sempre’, à esquerda de todos os favorecimentos.
E tudo por causa do levantamento do sigilo bancário, com o intuito de se combater a evasão fiscal e de todo o chico-espertismo, que impunemente campeia neste saqueado país.
Mas, outros ‘artistas, caciques de agora, herdeiros do passado, numa blasfémia inaudita, afirmam a pés juntos, que tudo não passa de um verdadeiro ataque às poupanças, que milhares de portugueses Conseguiram HONESTAMENTE amealhar ao longo das suas vidas de árduo trabalho.
Todavia, os actuais caciques, manobradores de uma tecnologia de ficção e mentira, afirmam que todos somos iguais perante a lei, logo, o fisco, apesar de só eles, continuados detentores de todos os poderes instituídos, repartirem entre si toda a riqueza acumulada, mas insidiosamente fazendo crer que todos os portugueses se têm sentado à mesma mesa de todas as benesses a que têm tido acesso ilícito.
Entretanto, alguns edis, vêm agora prometer baixar o IMI para o ano que vem, afirmando que, de tal modo, é universal tal redução. Mas, não é assim! É um puro logro! Quem tem mais riqueza acumulada, menos paga e mais amealhará. Se não vejamos: suponhamos que a percentagem da taxa do IMI é de 0,7% sobre um imóvel no valor de 100 mil euros; logo, paga 700 euros de IMI. De igual modo, um imóvel no valor de um milhão de euros, pagará 7 000 euros.
Assim, se se reduzir para 0,6%, o primeiro exemplo pagará menos 100 euros, enquanto o segundo pagará menos 1 000 euros. Logo, em relação ao primeiro caso, amealhará mais 900 euros
Então, com este simples exemplo, que o tem sido na prática, os ricos não ficam cada vez mais ricos, tendo estes execráveis políticos, que os sustentam, a fazer-lhes as leis de conveniência?  
Logo, Mariana Mortágua, não pode ser enxovalha, como tem acontecido, pelos arautos de todas as tramoias instituídas nos últimos 42 anos da revolução.
Ela, pelo contrário, bem pode ser apodada de verdadeira encarnação de Zé do Telhado, que tirava aos ricos os excedentes, para os redistribuir pelos mais necessitados, não deixando de ser mimoseada e acusada de querer ‘a via albanesa para o Governo da República Portuguesa’, como afirmou, no seu habitual artigo de opinião, um jurista que, com regularidade, escreve num jornal diário.

Nota: não tenho filiação partidária, mas penso


José Amaral

3 comentários:

  1. O meu Amigo pensa e, felizmente, bem, e para isso também é preciso alguma sorte, porque os que pensam mal, também julgam que pensam bem. Mais uma vez Parabéns pela oportunidade dos comentários e já agora, porque estamos em família, devo expressar a minha tristeza, porque este blogue está a parecer mais um depósito e arquivo de comentários, que um lugar de troca de opiniões, pois os comentários aos artigos nele inseridos começaram a ser raros, o que dá a ideia de que não são lidos. Posso estar a pensar errado. Um abraço lusitano e sincero.

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  2. Talvez sejam lidos! Não são é comentados! Mas, pior que isso, é que os comentaristas são quase sempre os mesmos. Um abraço a todos.

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  3. O problema não o de serem os mesmos. O problema é não aparecerem mais. Um abraço lusitano à equipa que não se cansa e resiste.

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