terça-feira, 13 de setembro de 2016

De migo para tigo


Estava monologando somente para comigo, acerca do desastre ferroviário havido na Galiza, quando cheguei à simples conclusão, igual à de todos os sabedores técnicos de tais acontecimentos, de que a culpa do acontecido foi do maquinista. E, por isso, morreu. Assim, a culpa não morreu solteira.
Mas, indo ao cerne da questão, o acidente terá outras explicações, e o maquinista teve morte inglória. O comboio que faz o trajecto Porto-Vigo e vice-versa é um amontoado de sucata circulante, quase tão velho que as longevas origens do nome que tem – Celta. Não oferece condições mínimas de segurança e comodidade.
A força propulsora do dito arcaico transporte ferroviário é apodada de ‘camela’ pelos nossos vizinhos, porque é uma autêntica ‘bêbeda’ a consumir combustível.
Porriño, a partir de agora, é um marco trágico que poderia ter sido evitado, pois temos vendido ao estrangeiro composições em muitíssimo melhor estado de conservação do que a sucata que compramos à Renfe.
Enfim, negócios à chico-esperto, com boas luvas de permeio


José Amaral

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