sábado, 17 de setembro de 2016

Estou na rua


Estou na rua escondido de todos os passantes e de outros andantes.
E vejo tanta improdutiva tecnologia e desmesurada hipocrisia.
Uns quantos, apressados e alheados, com um pequeno e espelhado rectângulo, para ele falando ou dedilhando freneticamente, enquanto outros com uns fiozinhos ligados ao mesmo em direcção aos ouvidos.
Coisas estranhas estas e veículos diversos de muitas marcas, feitios e cores, mas feitos cá, está visto que não!
Então qual a solução? Que veículos vamos nós fazer, se nem um simples carro de bois já sabemos construir? E para manter os bois, onde estão as forragens? Importá-las também? Pois muita besta humana responde, quando alguém lhe pergunta o que faz, ‘compro tudo feito’, como se tal resposta merecesse ser encaixilhada, como se fosse a ‘frase do século’.
Portanto, andar a pé seria o nosso meio de transporte natural, face à nossa prodigiosa capacidade de nos bastarmos a nós próprios.
Assim, nem teríamos colesterol, hipertensão, ou obesos seríamos, não nos faltando portanto tesão para enfrentarmos a vida tal qual deveria ser vivida.


José Amaral

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