quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Regresso às aulas


As acentuadas desigualdades sociais, nos últimos quatro anos, deram origem a que milhares de crianças fossem para a Escola com o estômago vazio! O que se pode 
apreender com fome? - Pouco mais que nada. Hoje, esta medonha injustiça está arredada. O mês de Setembro, para centenas de milhar de 
famílias com filho(s) a estudar é um forte problema de complicada resolução. A realidade actual assemelha-se à dos anos 1960. Enquanto estudante, sendo filho de operários, minha Mãe ginasticava o parco provento para me comprar os livros escolares:" Se te compro os livros todos, faltará a sopa p'ró prato(!)", dizia emocionada. Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação, foi justo, negociando com a APEL o congelamento do preço dos livros no presente ano, acertando a entrega de livros gratuitos para o 1º ano, na condição de serem devolvidos e determinou que esta modalidade se venha a estender a toda a escolaridade obrigatória. Saúde-se a reutilização dos manuais escolares, num país onde, maioritariamente, as  famílias têm grandes dificuldades económicas. Temos um rendimento per capita inferior aos países do norte da Europa e França, estes com bons hábitos de reutilização e nós acorrentados a duas editoras (porquê?) que continuam a ganhar €milhões com os livros escolares, estando contra a reutilização - pudera! Registe-se que este ano se gastará um pouco menos no regresso ás aulas. 
   A Constituição da República Portuguesa determina no seu artigo 74º, alínea a) assegurar o ensino básico obrigatório e gratuito. Cumpra-se a Constituição na plenitude!

                                                   artigo de opinião da autoria de   Vítor Colaço Santos 



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