segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Alice ao Piano



                                                        Alice ao Piano no país do Nobel

Num comentário infeliz, quase imbecil, próprio de quem é menor naquilo que faz, em comparação com outros que trabalham nas Áreas Encantadas, e cheias de fantasia com que enchem de ilusões aqueles que os seguem, Alice Vieira, pessoa que se dedica ou perde tempo a encher de palavras folhas de papel, até que o volume lhe possa parecer um Livro, tal como acontece com um pivot e um comentador de TV, que escrevem ao quilo, para ver se aquilo ganha peso que valha ouro, coisas de outros mundos que bisbilhotam por tudo quanto é estante dos arquivos e de onde só retiram a poeira, Alice Vieira falou e disse. Como sempre teimosa a escrever para criancinhas, ainda sem consciência estruturada, pediu de jeito irónico, que lhe dissessem que o Bob Dylan não ganhou o Nobel da Literatura. Com isto, julgou ela, que estava a tecer críticas duras capazes de serem atendidas, e persuadir até a Academia Sueca a voltar atrás, ou fazer como mija a burra. Mas o Colégio de Sábios que atribui o maior galardão da Arte de Bem Escrever e de cavalgar até numa viola, não reconhece nela nem um bocadinho do Quim Barreiros, mesmo que ponha bigode, e até nunca ouviu falar de tal contadora de tretas. A Academia, não é constituída por juvenis, e não tem vontade nenhuma de gozar com ela, como só o Trump seria menino para tal. Pode a Alice continuar a juntar palavras até ao anoitecer, que é a hora em que a "Paulina já não toca Piano" e vai dormir, e por-se a pensar em histórias da carochinha, enquanto o cantautor Bob Dylan escreve Poesia sobre os Homens, dando às palavras a Realidade da Vida, numa melodia que fala de luta, trabalho, de amor e de sofrimento. Da fantasia que a toca, já a Alice, pode debruçar-se ou pronunciar-se, mas certamente que o fará em ridículo falsete. No entanto está com sorte. Não vai ter despesas na devolução do seu Prémio em coroas, como aconselha os anteriores Laureados a fazê-lo, já que a ignoram!


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