sábado, 15 de outubro de 2016

Grosso modo, assim é

Grosso modo, os orçamentos de Estado são sempre a desgraça do povo: o mais carente e desprotegido.
Eu explico: regra geral, os pobres ficam sempre cada vez mais pobres: são os bastardos da vida.
Por outro lado, os afortunados, os que vivem acima da média – vogando sempre na crista das ondas –, os trafulhas, os escovas, os corruptos, os conluiados em parcerias institucionais nada transparentes – todos eles – ficam cada vez mais obesos em riqueza acumulada, a qual deveria ser repartida por toda a comunidade.
Eu, sem ser adepto de um governo de direita, vejo neste ‘geringonça’ o melhor da Esquerda actual, uma vez que verifico que tenta fintar todo o tipo de sabotagens a que tem estado sujeito, interna e externamente.
Todavia no que concerne ao aumento dos ‘astronómicos’ 10 euros nas pensões entre 275 e 638 euros, só acho que peca por defeito, questionando o porquê da exclusão das reformas abaixo do 275 euros, ou será que só existem reformas a partir de 275 euros?
Mas, ter-se alvitrado o alargamento de tal aumento para todas as pensões, o caricato ultrapassa todos os limites. Por exemplo, o que seria aumentar os tais 10 euritos à reforma daquele banqueiro – espécie sem-abrigo de topo – que aufere uns 175 mil euros/mês, para 175 mil e DEZ euros?
Logo, Jesus Cristo se ainda fosse vivo tinha muito que fazer para expulsar tantos vendilhões do Seu templo.
No que concerne à extinção e redução da sobretaxa do IRS sobre todos os escalões, tal prática é obscena, uma vez que a desigualdade vai aumentar. Aos escalões mais elevados a taxa deveria até ser agravada.
E tal é a arbitrariedade distributiva, que só em Agosto é que vão dar os tais 10 euros, pensando tais beneméritos serem DOBRÕES DE OURO, para logo se reduzir a sobretaxa do IRS no começo de 2017 aos menos desfavorecidos, o que é uma gritante injustiça.
O imposto sobre o Património Imobiliário que se aplique de imediato e não venham os detractores dizer que essa sua gente vai feirar para outras paragens, ou levar os milhões para paraísos fiscais. Que a quem isso demonstre fazer, se confisquem imediatamente os bens, pois é remédio santo sem paliativos, acabando-se com a peçonha dos agiotas, sabotadores da Pátria.

José Amaral


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