quarta-feira, 12 de outubro de 2016

I have a dream

Sonhei que vivia num país em que os mais velhos, a quem devemos o nosso passado, depois de uma vida de trabalho e de sacrifícios, eram acarinhados e amparados com a dignidade que merecem.

Sonhei que vivia num país em que os mais novos, a quem devemos o futuro, eram preparados por mestres e não por qualquer um que saiba debitar informação.

Sonhei que vivia num país em que os mais competentes eram premiados e estimulados a fazer mais e melhor.

Sonhei que vivia num país em que os bons profissionais eram pagos pelo trabalho que faziam e pelo tempo que disponibilizavam às empresas e não havia uns quantos "espertalhões" que apenas se pavoneavam entre cargos e usufruíam altas remunerações.

Sonhei que vivia num país em que não havia políticos, antes empregados do Estado, preparados para zelar pelos interesses da nação e nunca e apenas pelos seus próprios interesses.

Sonhei que vivia num pais onde os valores, a dignidade, o orgulho eram mais importantes que tudo e os homens e mulheres se destacavam pelo carácter e integridade.

Depois, depois acordei e percebi que a realidade é bem diferente...


6 comentários:

  1. Os sonhos são o melhor investimento; os juros são sempre compensadores...

    ResponderEliminar
  2. Os sonhos abrem o caminho às realidades e, normalmente, são bons e opõem-se aos pesadelos, que estão mais vezes presentes que aquilo que seria desejável. Na Portulândia, na sua vidinha vigente, só os sonhos nos podem manter na esperança, porque as realidades não são muito apetecíveis. Conclusão: "É pelo sonho é que vamos!"

    ResponderEliminar
  3. Claro que a realidade é diferente! Mas, Fátima, nem todos os políticos são como descreve. Se quiser, apresento-lhes alguns. Parece-me que o amigo Tapadinhas foi um deles. (foi autarca). E esses, nunca há uma palavra de reconhecimento. O que é outra injustiça.

    ResponderEliminar
  4. Infelizmente a muitos que detêm o grande poder, faltam-lhes as qualidades para o porem ao serviço do país; ao contrário, os que têm as qualidades e sabem fazer bem e bem feito, falta-lhes o poder. São forças desiguais a tentar chegar a objectivos desiguais: uns perseguem o progresso pessoal, outros o progresso social.
    Mas não tenho dúvidas que são os primeiros que deixam o nome nos livros de história e mal ou bem são esses que o povo recorda.
    Se é injusto? Sem dúvida...

    ResponderEliminar

Caro(a) leitor(a), o seu comentário é sempre muito bem-vindo, desde que o faça sem recorrer a insultos e/ou a ameaças a quem quer que seja. Não serão considerados os comentários anónimos. Obrigado.