terça-feira, 4 de outubro de 2016

Mais olhos que barriga

Não escondo que este governo merece de mim mais simpatia que o anterior. No entanto não deixo de observar a falta de coragem, a permanência de joelhos relativamente a quem manda em nós externa e internamente.
Sempre que vai a Bruxelas há-de vir de lá qualquer má noticia para os menos favorecidos, porque os outros, aqueles mais remediaditos nunca são agraciados com a maioria das medidas.
Será que o clube rico que é a UE faz questão de proteger e enriquecer os seus iguais, ou por outro lado, por um qualquer tipo de dislexia governamental as orientações são entendidas ao contrário: tirar aos pobres e continuar a enriquecer aos ricos?
Porque fala-se do aumento das pensões mínimas, mas ninguém tem a coragem de falar na diminuição das pensões máximas, nem sequer os partidos de esquerda.
E por cá temos uma longa lista de reformados que todos os meses são autênticos milionários…
Alguns são aves de arribação que sobrevoaram a política ou a banca e por isso ficaram com direitos que a mais ninguém assiste.
Sei que a haver coragem, qualquer governo seria apodado de Marxista/Leninista; que estamos na Europa e etc e tal…
Mas precisa-se de um ajustar à realidade e não consigo entender a enormidade que são reformas de 9717€ de um Carlos Melancia desde 1998 (18 anos) e dum Rocha Vieira 13000€, num país cheio de buracos financeiros e com uma Segurança Social falida.

Não esquecer também que a Europa não tem só maus exemplos no que toca à distribuição de riqueza. Se somos bons a copiar os maus exemplos também podemos começar a copiar os bons.

2 comentários:

  1. As verdades devem ditas em tempo certo, tal como a justiça, só o é, se tiver igual comportamento. Correctíssima a intervenção da amiga Fátima Rodrigues. Parabéns!

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