domingo, 9 de outubro de 2016

O Maat e a nossa depauperada economia


Existem muitas organizações que vivem à custa do Erário Público apenas para dele usufruírem de boas tenças, subvenções várias e indevidas, bem como outras apetitosas atenções monetárias, onerando, assim, em demasia o cidadão comum, sem nada contribuírem para o bem geral.
Nesse sentido negativo, o tão propalado bem comum, que deviam fazer, seria o não existirem, uma vez que as gorduras do Estado emagreceriam e deixava-se de cevar alarvemente os muitos faunos que só vivem de tais negativos expedientes: viver do alheio.
E a talhe de foice, vem-me à ideia as fundações que, neste país, nascem como perniciosas ervas daninhas. Todavia, não quero medir tudo pela mesma rasa, dada a filantropia exemplar de algumas delas.
Contudo, tudo deve ser equilibrado em relação ao universo social onde tudo se insere, bem como à fundamental sustentabilidade económica do todo.
Assim, tenho matutado muito acerca do modernaço edifício que alberga o Maat, que nos custou a ‘módica’ quantia de 20 milhões, segundo ouvi da boca do líder máximo da EDP, o qual também, pela mesma via compensatória, tem proventos multimilionários.
Sem deixar de pensar que tal empreendimento é somente para satisfazer a vaidade narcisista de alguns que ganham rios de dinheiro, também penso que tal feito cultural não acrescenta mais-valias para atenuar a depauperada economia nacional, tal como não dá mais cultura ao povo.
Ao menos, se o preço da electricidade que se pratica fosse mais baixo, até estava de acordo, mesmo abstraindo-me da contemplação visual das tágides em outra perspectiva angular, mas sermos todos a pagar tão pesada factura é que não estou de acordo.

José Amaral


1 comentário:

  1. Totalmente de acordo, meu caro José Amaral.
    David Santos
    Felicidades e até sempre.

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