quinta-feira, 6 de outubro de 2016

O veto do Vate

O veto do Vate
O Presidente falou, a causa acabou. Mas será que acabou? Bom, nos mesmos moldes ela não será exposta e reposta à disposição do presidente para ser apreciada. E por que será que o chefe da Nação se juntou ao coro dos que querem o sigilo bancário fechado, escondido, no segredo, a sete chaves? É facil prever de que Marcelo tem mais do que 50 mil euros este ano e que no ano seguinte terá mais outros 50 mil, e seguintes, não considerando o volume da riqueza pessoal, primeiro herdada e depois aumentada por mérito e direito. Eu pelo contrário, este ano não tenho 50 cêntimos, e para o ano prevejo ter menos ainda. Nunca herdei coisa nenhuma e não tenho fonte de rendimento de lado nenhum. Então por que têm medo os que têm mais do que aquele montante anunciado pelo governo actual para servir de pé de cabra para endireitar as falcatruas ou não permitir que se gerem e se avolumem as existentes, ilícitamente, defendendo-se os do contra, que tal medida quebra as regras do sigilo bancário e é uma invasão, e devassa na vida privada de cada um? O CDS, compreende-se pois é um partido que defende os seus apaniguados cheios de pilim, e não quer que se saiba de onde e qual o método como lhes chegou tais somas aos cofres. A Comissão Nacional de Protecção de Dados, também não, e não se compreende a sua oposição e aponta também como justificação que se trata de um excesso e devassa da vida pessoal ou familiar. O CDS refere que a medida se vier a ser aprovada é um ataque às poupanças dos portugueses. Esta anedota obriga-nos a perguntar-lhes se sabem os seus dirigentes, de quantos são os portugueses que têm mais de 50 mil euros nas contas bancárias, se mais de 3milhões vive abaixo do limiar da pobreza, e entre estes há mesmo quem não receba pataco algum. Se sabem quantos não têm dinheiro para a água, luz, educação, saúde, passeio ao ar livre e beber uma gasosa, e só poderem fumar um beata apanhada do chão que outro mais abastado(!) atirou ao chão. O que faz esta gente não gostar da proposta do Governo? Quem é que tem medo de mostrar a legalidade do que sabe ser seu, ganho pelo trabalho e poupado por aperto do cinto? E que poupança pode fazer aquele que não ganha um cêntimo, e se quer comer vai de manhã cedo para as Misericórdias com o saco das marmitas pela mão para levantar o "tacho" chegada a hora, e outros quando a noite cai, esperam pela entrega do "conduto" no seu domicílio iluminado pela luz das montras com toalha feita de cartão e às vezes na companhia do seu cão, com quem reparte a refeição? Se o dinheiro de cada um português trabalhador e poupado estiver limpo, honrado, qual é o medo e o pavor que Marcelo R. de Sousa, e o CDS, PSD e afins encontram, para recusar aceitar uma legislação para que o Fisco possa aceder e verificar da justeza de tais valores quando for necessário fazê-lo, se eles só pingam suor e sangue, e nunca crime nem fraude? Eu já me pronunciei em tempo certo, de que por mim, façam o favor de escalpelizar as minhas contas bancárias todas andem elas por onde andarem registadas. Se Marcelo também não tem medo de que se saiba de como lhe sobe a conta de ano para ano e os outros comparsas com origem na mesma fé e credo, que tome a mesma posição e deixe de fundamentar o veto decidido, com os pressupostos divulgados. Os pobres não retirarão nenhum centavo do país para outro, nem de uma conta para outra, por razões óbvias e farão os "investimentos" à mesma, nos caixotes do lixo no horário do costume. Já os que se revoltam contra a medida que o governo quer implementar, esses, também não o podem fazer porque a fuga de capital elevado que tiram de um lado aparecerá noutro, já que têm mais contas abertas em instituições financeiras, que buracos tem o queijo suíço. Mas são estes que enchem a boca repetindo que é preciso "transparência". Em que bolsos? 
(*Destak:06/10/2016)

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