terça-feira, 4 de outubro de 2016

Os políticos dizem coisas…
Todos os dias, a toda hora, em qualquer sítio, os políticos dizem coisas. Na sua grande maioria, vivendo acima da média do povo que representam, pronunciam frases agradáveis aos ouvidos dos seus eleitores, de modo que se recomendem e continuem a viver da política que os sustenta.
Quando estão na oposição, mesmo sabendo, lá no fundo da sua consciência, que estão mentindo, confundindo desejo com possibilidade, oferecem um Mundo Novo, onde a justiça social acabará por triunfar. Depois, porque a inconsciência está distribuída em profusão pelos eleitores e há sempre quem tenha esperança, os novos vencedores, os políticos no exercício do poder, confrontados com as promessas, adiam as resoluções prometidas ou as esquecem definitivamente.
É assim neste país que amo, e em muitos outros, que são seus pares nos areópagos internacionais, que controlam a vida de todos nós.
Lá no alto, como deuses, sem conhecerem os espaços e as condições em que vivem ou sobrevivem seres humanos, tais como eles, cingindo-se apenas ao rótulo de país, decidem castigos ou acções de benevolência segundo o comportamento dos governos e das economias em observação.
As previstas decisões sobre multas, ou de retirada de benefícios, previstos em Fundos Sociais Europeus, são postas a circular com meses de antecedência, criando um ambiente de insegurança, que ofende o bem-estar de qualquer cidadão responsável e consciente dos deveres pátrios, pois simboliza um cutelo que lhe pode cair sobre a cerviz.
Este clima de insegurança começa a tornar-se banal, pois, no nosso país, todos os dias surgem nos órgãos de comunicação social, a partir de informações vindas da parte do governantes ou de políticos responsáveis, notícias sobre mais impostos e taxas ou alterações nos existentes, sejam da parte do governo central ou de outras entidades.
A instabilidade está há muito instalada e isso prejudica todos os projectos, porque não existe um programa nacional, devidamente estruturado, para fazer progredir o país. E isso não é por maldade. É, sobretudo, por ignorância daqueles que, por portas e travessas, atingiram o cume do poder e não têm a mínima ideia do que fazer com ele, a não ser retirar para si, e para os amigos, os proventos que dele lhes advém.
Joaquim Carreira Tapadinhas, Montijo

BI 9613, TM 962354823, jcatapadinhas@gmail.com

2 comentários:

  1. Bondade sua dizer que não é por maldade. Amigo Joaquim, conhece o ditado: quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo ou não tem arte?

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  2. Conheço alguns políticos, em cargos de menos realce, que não são maus no sentido maléfico do termo, mas sim incompetentes que servem de guarda pretoriana a outros maus e espertos. Na política há de tudo e alguns escolhem para seus subordinados, de propósito, indivíduos, pouco inteligentes ou impreparados, para no futuro não lhes fazerem sombra e eles continuarem a ocupar os lugares.

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