quinta-feira, 6 de outubro de 2016

SNOWDEN



Hoje vou falar-lhes de um filme. Um filme que está aí em exibição, cujo título é o nome do principal protagonista: SNOWDEN. Edward Snowden. Um jovem americano.Um génio em informática. Um jovem, com tantos outros, generoso e ingénuo. Qualidades essas que associadas à sua invulgar inteligência lhe permitiram entrar para os quadros da CIA e depois no coração dos Serviços de Segurança e Defesa dos EUA, tendo assim todas as possibilidades de conhecer os métodos utilizados por este país para controlo global do planeta. Teria todas as possibilidades de subir até ao topo da sua carreira profissional com todos os enormes proventos que isso lhe proporcionaria. Não o fez. A ética e a dignidade falaram mais alto. Fugiu. Fugiu e denunciou tais métodos. Que, por exemplo, permitiam a interceção de milhares de milhões de mensagens feitas através de todos os aparelhos para o efeito; telefones fixos e móveis e todos os géneros de computadores. Como se sabe, isso originou alguns incidentes diplomáticos até com aliados da super-potência quando foi denunciado por Snowden. Entre tantos , outro uso que os EUA fazem dessas informações adquiridas contra todas as normas legais, é a eliminação física de qualquer pessoa em qualquer parte do mundo através de drones (aparelhos voadores não tripulados). Prática tão vulgar no Afeganistão, no Paquistão, no Iémem, na Somália etc. Só que ,para além dos visados, há os “danos colaterais”. Por vezes, famílias inteiras são dizimadas.Ou seja, milhares de civis inocentes têm sido assassinados impunemente.
Portanto, são estes métodos que o jovem Snowden heroicamente denunciou. Heroicamente, porque arriscou a sua liberdade. Quiçá , a própria vida. Outros também o tentaram mas não conseguiram e pagaram por isso. Ele conseguiu, apesar de todas as tentativas para lhe deitarem a mão e para ser extraditado. Como se sabe, vive exilado. Considerado um traidor para os mentores e beneficiários de tais métodos, um herói para os amantes da verdade e da justiça.
Aquando de tais denúncias, Obama afirmou que o tal sistema de deteção e controlo, seria abolido. Alguém acredita?
O filme está aí em exibição. Quem achar que é exagero ou anti-americanismo primário, que o veja. O seu autor é o prestigiado Oliver Stone. O homem que também denunciou as pulhices da alta finança em, Wall Street.

A terminar, fica interrogação: e os fanáticos assassinos do Daesh, da Al qaeda e de outros bandos criminosos que ajudaram a destruir a Líbia, o Iraque e a Síria não poderiam também serem detetados e eliminados?

Francisco Ramalho
Corroios, 6 de Outubro de 2016


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