terça-feira, 29 de novembro de 2016

A COMPLEXIDADE DA VIDA

A sociedade mercantil e os seus partidos não levam em conta a complexidade da vida, os sofrimentos, as depressões, as solidões, as necessidades não quantificáveis. Praticamente tudo se reduz ao técnico e ao económico. Segundo Edgar Morin, o saber é cada vez mais especializado, esotérico e anónimo, ou seja, apenas reservado aos peritos, aos especialistas. O cidadão perde o direito, ao conhecimento. Mesmo os debates políticos são cada vez mais levados a cabo por tecnocratas, por economistas. A sua linguagem torna-se incompreensível mesmo para os mais letrados. O civismo enfraquece fortemente, as pessoas refugiam-se na vida privada, reina a apatia e a democracia é uma miragem.

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