quinta-feira, 17 de novembro de 2016

As nossas cartas

A propósito do café-tertúlia a realizar no próximo sábado em Lisboa, alguém me escreveu comentando que está "céptico quanto ao significado e eficácia cidadã das cartas" dos leitores - fiquei a pensar nas suas palavras ...
As cartas são, na minha opinião, um gesto, uma manifestação de cidadania.
Uma carta é um esforço de quem a escreve, sem esperar nada em troca. Muitas vezes escrevemos só para nós (a maioria das vezes não são publicadas, não é?). Mas também isso é positivo! - Torna-nos mais conscientes e responsáveis e melhores.
Quem escreve comunica, participa e pensa, melhor ou pior, o mundo e o país. Muitos fazem-no com muito cuidado, com responsabilidade, pensando em cada palavra, trabalhando o texto com dedicação. E têm estilo!
Não se esqueça que elas são lidas! - respondi-lhe.
Não teremos que as valorizar?
Fazê-las reconhecer?
Acreditemos nelas. Acreditemos em nós!!

4 comentários:

  1. Claro que muita gente, que até se arroga de ser muito erudita, lê as cartas dos leitores (artigos de opinião) . Um dia destes, até Miguel Sousa Tavares escreveu acerca de mim e de quem mais escreve graciosamente para jornais, revistas e outros.

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  2. Amigo José - Eu li no Expresso a "tareia" com que o Miguel de Sousa Tavares o glorificava. Quem anda à chuva, molha-se, e o meu amigo ao ter uma opinião diferente de um "sábio" pode ficar encharcado. Olhe que ele ao reparar nos seus escritos é que os lê, e assim as cartas dos leitores não vão para cesto roto. Foi bom para si e para todos nós, os "escritores de cartas aos directores". Um abraço lusitano.

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  3. Céu Mota, estou completamente de acordo com a sua manifestação de pensamento acerca de quem escreve cartas para os jornais e muitas das vezes não é bem sucedido. Contudo e como afirma, eu igualmente comungo da mesma opinião, que o fazemos, faz parte da nossa cidadania. E, se me permite acrescento ainda mais o seguinte...note que infelizmente a censura está aí de novo...ela voltou e fiquem todos com esta opinião deste simplório e reles escriba.
    Um abraço, que me for permitido fazê-lo do,
    Mário Jesus

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