segunda-feira, 28 de novembro de 2016

CGD, ASSUNTO ENCERRADO!?



Esta verdadeira telenovela da CGD ainda vai continuar, apesar de os seus actores não terem conseguido desempenhar os seus papéis a preceito. Fosse numa qualquer TV nacional ou estrangeira, e haveria certamente despedimentos, ou pedidos de saída, face aos fiascos verificados. Como os actores pertencem a um governo "politicamente correcto" e da esquerda, tudo lhes será perdoado, e poderão desempenhar outras novelas nos mesmos papéis. Tal como noutros assuntos mal conduzidos, nos ministérios da Defesa (Colégio Militar), no dos Negócios Estrangeiros (filhos embaixador do Irão), Educação (falsas habilitações de adjuntos do Gabinete e demissão de Secretário Estado), este governo responde apenas às críticas da oposição afirmando que os assuntos estão "encerrados". Foi o ministro Santos Silva que inaugurou essa prática, prontamente imitado pelo PM Costa. No caso concreto da CGD, a equipa de administração foi totalmente da responsabilidade do governo, com quem combinou o que entendeu. Passando de largo pelo facto (controverso) de em pleno mandato da anterior administração, ter ido a Bruxelas a negociar uma recapitalização quando o "negociador" ainda era administrador do BPI, este terá sido posteriormente enganado quando lhe terá sido prometido que não teria de divulgar os seus património e rendimentos. Ora isso foi muito revelador da incompetência ou má-fé de quem lhe terá prometido o que se sabia ser manifestamente ilegal. É curioso constatar agora, que os tão (mal) falados vencimentos vultuosos dos administradores foram conseguidos por uma lei "ad hominem", tal como uma outra lei do mesmo tipo foi agora determinada pela AR no sentido de obrigar sem margem para qualquer dúvida a publicização dos rendimentos e património. E com esta última o presidente da CGD não aguentou mais. Estava no seu direito, no pressuposto de lhe terem faltado a um compromisso. E nós portugueses, contribuintes do OE e "accionistas" da CGD, estamos no direito de pedir responsabilidades e consequências a quem tão mal actuou.

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