quarta-feira, 2 de novembro de 2016

O MUNDO-PRISÃO

Somos todos vigiados, controlados num mundo-prisão. As próprias escolhas que fazemos são-nos impostas pela publicidade do Mercado Global. Assim fala o padre Mário de Oliveira. É evidente que, pelo menos alguns de nós, nos rimos, nos divertimos e até gozamos com esta porra. Mas somos uma pequena minoria. As multidões não se apercebem que o poder político, o poder financeiro, o poder mediático e o poder religioso lhes fazem as mentes todos os dias. Claro que as pessoas se podem deslocar com aparente liberdade para o café ou para o emprego e podem conversar. Contudo, as relações de trabalho são hierárquicas e coincidem muitas vezes com a alienação, com a exploração e até com a escravização. As próprias relações entre colegas são muitas vezes de competição, numa corrida a ver quem ultrapassa quem em busca do melhor lugar, do melhor cargo. Tudo isso é inumano. E essas ideias, esses comportamentos são inculcados nas crianças e nos jovens na família, na escola, nos media, são a linguagem dos políticos e das grandes corporações. Por isso vivemos numa prisão, onde nos vigiamos uns aos outros. A festa, a embriaguez têm sempre um fim, são sempre controladas. Salvo para alguns: os filhos de Dionisos e de Zaratustra. Se isto não mudar, haverá sempre barreiras entre as pessoas, haverá sempre dinheiro, mercado e castração. Nunca mais alcançaremos a liberdade cor de homem.

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