segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Quando é que nos entregam as ‘chaves de Olivença’?



Os reis de Espanha foram recebidos com toda a ‘pompa e circunstância’ pelos representantes da Invicta e Sempre Leal Cidade do Porto e da Nação, respectivamente, Rui Moreira e Marcelo Rebelo de Sousa.
O edil do Porto entregou-lhes, em sessão nobre, as chaves da Cidade, numa anfitriã outorga para com tão ilustres visitantes.
Só gostaríamos que da parte dos reis de Espanha o mesmo fosse feito, entregando-nos as verdadeiras chaves da usurpada terra portuguesa que se chama OLIVENÇA, já que ninguém, OFICIALMENTE, reclama o que é seu.
Não sabemos qual o porquê de não se terminar com tal fadário, que já tem mais de dois séculos de existência, que é a não devolução à Pátria Lusa de parte do que dela foi amputada.
Já agora convém relembrar que foi OLIVENÇA uma das primeiras povoações a aclamar D. João IV como legítimo soberano, logo em 5/12/1640, identificando-se desde então com a divisa que lhe fora outorgada pelos Reis de Portugal: NOBRE, LEAL E NOTÁVEL VILA DE OLIVENÇA.
JA

4 comentários:

  1. O sonho comanda a vida, como diz o poeta, só que a realidade, quase sempre se impõe. Será que os olivenses quererão ser portugueses? Com um nível de vida superior ao nosso, tal como os de Gibraltar o têm porque são ingleses, duvido que queiram ganhar nova nacionalidade. Mas, enfim, se fosse constitucional, poderia ser feita uma consulta popular, tanto num caso como noutro.

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  2. Mas o território oliventino é e continua a ser solo português, somente administrado pela usurpadora Espanha, que não deu cumprimento ao que foi oficializado a nível internacional através da Acta Final do Congresso de Viena, a 7 de Maio de 1817, com a anuência da dita Espanha.

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  3. O meu amigo, para além de ser um patriota sincero, é um lutador por causas nobres. A defesa que faz da recuperação de Olivença é muito genuína e merece todo o respeito. A perda deste território ou a usurpação deste pela Espanha, tem um historial um pouco complicado. Diversas recomendações foram feitas no sentido da vila nos ser devolvida. O Manifesto do príncipe D. João, emitido em 1 de Janeiro de 1808, considerava nulos e sem efeito os tratados do imperador de Badajoz e Madrid de 1801 e de Neutralidade de 1804, porque ele próprio nunca os respeitou. Em 30 de Maio de 1814, assim como em 28 de Agosto de 1817, existem cláusulas que aconselham a devolução do território a Portugal. Contudo, talvez, porque a corte portuguesa estava sediada no Rio de Janeiro e o exército inglês dominava a metrópole, o governo português não estaria no espaço exacto para de imediato exercer o seu direito. O tempo foi passando, outros problemas surgindo, como o da independência do Brasil, e sem força para se impor à vizinha Espanha e mais de 200 anos depois a situação já é problemática. Há uns anos, quando tive de fazer um mestrado em História, desloquei-me a Olivença e não observei qualquer interesse em alterar a situação. Factos são factos e os sonhos nem sempre se realizam, mas é bom nunca perder a esperança.

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  4. Parece-me que o amigo Zé Amaral anda a malhar em ferro frio. Mas ainda bem que o voltou a fazer. Não ganhamos Olivença, mas ganhámos uma bela lição de História dada pelo amigo Tapadinhas. Um abraço aos dois.

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