segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Quando a hipocrisia não muda de cara

Não deixa de ser um pouco incompreensível que os partidos do anterior governo (PSD e CDS) não mudem os seus responsáveis e porta-vozes, mesmo que fosse para dizer a mesma coisa, na oposição destrambelhada e por vezes raivosa que fazem para desestabilizar o governo do PS, tentando esconder o seu passado recente, de austeridade para a maioria do povo, de aumento da pobreza e das desigualdades.

Depois de massacrados durante quatro anos, a maioria dos portugueses só se pode sentir com sensação de náuseas com a hipocrisia de Passos Coelho, Cristas, Maria Luís Albuquerque, Mota Soares, Montenegro, etc., quando dizem e defendem o contrário do que fizeram, como aconteceu na discussão do Orçamento de Estado para 2017.

No CDS, Portas deu a vaga a Cristas, mas esta não pode esconder a sua responsabilidade de ministra no governo do PSD/CDS e de ter aprovado as medidas de roubo de direitos, salários, pensões e prestações sociais. No PSD, apesar do aparecimento de algumas segundas linhas, a teimosia de Passos Coelho, cria frustração, nervosismo e desorientação, que vão enchendo um previsível rio de mudança.


Se a hipocrisia pagasse imposto, estaria descoberta mais uma fonte de receita adicional para as dificuldades orçamentais do governo PS.

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